Doria terá vice do partido de Kassab em sua campanha ao governo

A ex-vice-prefeita Alda Marco Antônio é o nome mais cotado para assumir o posto

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09 ABR 2018Por Folhapress18h50
O tucano deixou a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo estadualO tucano deixou a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo estadualFoto: Alexandre Carvalho/A2img

No primeiro ato oficial da pré-campanha para governador de São Paulo, o ex-prefeito João Doria (PSDB) recebeu nesta segunda-feira (9) o apoio do PSD, partido que ocupará a vaga de vice na chapa do tucano. A ex-vice-prefeita Alda Marco Antônio é o nome mais cotado para assumir o posto. Entre 2009 e 2012, ela foi vice de Kassab no mandato dele à frente da prefeitura da capital.

O anúncio da coligação foi feito na sede nacional do PSD, sigla fundada e dirigida por Kassab, que é o atual ministro das Comunicações. Ele, que chegou a ser cotado para vice de Doria, não se desincompatibilizou do cargo e afirmou na semana passada que continuará no governo Michel Temer (MDB).

O evento foi encerrado sem a confirmação de que os dois partidos negociaram a vaga de vice, mas, na saída, Kassab confirmou aos jornalistas que o acordo está selado. Doria disse: "Tudo o que o ministro Gilberto Kassab falar a nosso respeito eu confirmo". No palco, o discurso era o de que o nome do parceiro ou parceira de chapa seria anunciado "oportunamente".

A possibilidade de Alda ser a escolhida, no entanto, não foi cravada pelos dois nem pela própria. "O partido está discutindo", despistou ela.

Kassab disse que a colega de legenda "é um ótimo quadro". Doria apresentou a ex-vice-prefeita como "uma guerreira, uma lutadora, uma mulher de brio".

O tucano deixou a Prefeitura de São Paulo na sexta-feira (6) para disputar o governo estadual. Seu principal adversário deve ser o atual governador, Márcio França (PSB), que até a semana passada era vice de Geraldo Alckmin (PSDB).

Doria, que transferiu para o filho o comando do Grupo Lide ao assumir a prefeitura, disse que não voltará à direção da empresa e que sua única ocupação nos próximos meses será a campanha.

O evento no PSD reuniu lideranças dos dois partidos. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Cauê Macris (PSDB), e o ex-governador Cláudio Lembo (PSD) participaram do anúncio.

Mais cedo, Covas recebeu seu antecessor na prefeitura, em evento descrito em sua agenda como "primeiro pronunciamento oficial como prefeito da cidade de São Paulo". Conforme informou o Painel, Doria ocupou lugar de destaque no palco após França informar que não poderia ir.

Alckmin Kassab afirmou que o acordo no plano estadual não significa necessariamente que o PSD apoiará a candidatura de Alckmin à Presidência da República, embora a tendência mais forte hoje seja essa.

O ministro chamou de "falácia" a crítica a Doria por ter abandonado a prefeitura com 15 meses de mandato. "Não há quem questione que nesses 15 meses à frente da Prefeitura de São Paulo o João Doria foi um excelente prefeito", disse, ressaltando o papel que Covas terá agora.

O pré-candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, em sua fala, comemorou a aliança com o partido, "uma coligação vitoriosa", que reúne do lado do PSD prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e "lideranças inclusive do movimento sindical".

Uma delas, Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), fez elogios a Doria no evento. Disse que ele "é um homem do povo" e que é preciso eleger alguém que "está longe da corrupção, tem capacidade de gestão e gosta do cheiro do povo".