Dilma quebra protocolo e elogia Kirchner e Lula

Ainda em seu discurso, a presidente elogiou o que chamou de integração latino-americana desde a chegada ao poder de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva e Nestor Kirchner

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12 NOV 201300h10

A presidente Dilma Rousseff decidiu sair a pé do palácio de governo do Peru, onde se reuniu com o presidente Ollanta Humala, e seguiu até a prefeitura pela Praça das Armas, no centro histórico de Lima, percorrendo menos de 200 metros. Ao chegar ao seu destino, Dilma viveu momentos de teste de sua popularidade.

Alguns brasileiros que estavam na lateral do prédio mostraram a bandeira do Brasil e começaram a gritar: "Brasil, Brasil". Esquecendo o protocolo e, no melhor estilo de candidata, Dilma foi até eles, tirou muitas fotos e deu autógrafos.

Nesta segunda-feira, 11, a presidente recebeu as chaves da cidade da prefeita de Lima, Susana Villarán, e, honrada por receber a distinção, afirmou estar feliz porque "as chaves abrem portas" e aproveitou para comparar o passado colonial de Brasil e Peru. "Nós todos da América Latina tivemos experiências coloniais bastante duras. E neste processo formamos e forjamos nossa identidade".

Ainda em seu discurso, Dilma elogiou o que chamou de integração latino-americana desde a chegada ao poder de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva e Nestor Kirchner. "A grande diferença é que transformaram um processo nacional em uma visão também de integração", disse, comemorando os dez anos da aliança estratégica entre Brasil e Peru.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acena ao chegar ao palácio presidencial em Lima, Peru (Foto: Associated Press)

Em seu discurso de cerca de dez minutos, a presidente falou ainda sobre a biodiversidade da América Latina, a luta pela liberdade, improvisou e arrancou risadas da pequena plateia ao brincar com a profissional que fazia tradução simultânea do discurso. Depois de dizer um trecho muito longo e perceber a dificuldade da tradutora em lembrar toda a fala, a presidente riu e afirmou ter se esquecido de que sua fala estava sendo traduzida simultaneamente. "Ela (a tradutora) achou que ia traduzir o meu discurso e eu estou improvisando. Vou facilitar o seu trabalho", disse, arrancando risadas da plateia.

A presidente volta ao Brasil ainda nesta segunda. Sua chegada a Brasília está prevista para às 23h30.