Dilma investiu R$ 1,6 bi a menos em segurança

Os investimentos diminuíram 21% em relação ao último ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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07 NOV 201214h46
No primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff, os investimentos em segurança diminuíram 21% em relação ao último ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a União investiu R$ 5,7 bilhões em 2011, enquanto no ano anterior o total de recursos na área chegou a R$ 7,3 bilhões.
 
As reduções mais significativas ocorreram na área da defesa civil (-66%) e na de informação e inteligência (-58%). No ano passado, a União investiu somente R$ 37,7 milhões em inteligência. "É preciso ver melhor o orçamento da União. Havia no Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) concentração de atividades de outros órgãos, que foram desmembradas em verbas para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal. Não houve corte, mas redução dentro da linha dos demais ministérios", justificou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
 
A diretora do Departamento de Pesquisas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Isabel Seixas de Figueiredo, afirmou que nos primeiros anos de governo é comum repensar os orçamentos e se definir para onde vão os investimentos. "A tendência é crescer nos anos seguintes", disse.
 
No governo de Dilma Rousseff  a União investiu R$ 5,7 bilhões em 2011 (Foto: Divulgação)
 
Das 27 unidades da federação, apenas seis Estados investiram menos no ano passado em relação ao ano anterior. Ao todo, os gastos do Brasil com segurança pública chegaram a R$ 51,6 bilhões, o que corresponde a 14% a mais do que no ano anterior. Os principais aumentos ocorreram em Mato Grosso do Sul (37,7%) e na Bahia (30,8%).
 
O crescimento em São Paulo (67,4%), segundo os autores do anuário, deve considerado à parte, porque houve mudanças na forma como o Estado contabilizou recursos em cada um dos anos. Entre os Estados que caíram, a principal redução ocorreu no Rio Grande do Sul (-28,4%). A diminuição no orçamento da União é a segunda maior se comparada às 27 unidades da federação. "É mais importante, no entanto, discutir a qualidade dos gastos, como esses investimentos são feitos e os resultados obtidos", afirmou o sociólogo Renato Sérgio de Lima, coordenador geral do anuário.
 
Como os dados do Fórum consideram a situação dos Estados no ano passado, a crise da segurança pública ocorrida principalmente a partir do segundo semestre em São Paulo não aparece nos números. O Estado, que desde o ano 2000 conseguiu reduzir as taxas de assassinatos, chegou em 2011 como o Estado com menor quantidade de homicídios por 100 mil habitantes: 10,8.

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