Dilma diz que tristeza gaúcha é que "Porto Alegre não é Florianópolis"

Mineira de nascimento, a presidente mudou-se para Porto Alegre em 1973 após ser presa durante a ditadura militar

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27 NOV 201322h30

Durante a cerimônia de inauguração do berço 201 do Porto de São Francisco do Sul, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 27, que tem uma "grande melancolia pelo mar" e que a grande tristeza do "Rio Grande do Sul é que Porto Alegre não é Florianópolis". Mineira de nascimento, Dilma mudou-se para Porto Alegre em 1973 após ser presa durante a ditadura militar.

"Vocês sabem que a grande tristeza do Rio Grande do Sul é que Porto Alegre não é Florianópolis. Porque as praias de Florianópolis são belas, muito belas, e nós, infelizmente, apesar da beleza de Porto Alegre, não temos praias de mar", discursou Dilma, durante cerimônia ao lado do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD).

A presidente viajou à capital gaúcha em outubro, quando anunciou investimentos do PAC Mobilidade Urbana e passou o Dia das Crianças ao lado do neto, Gabriel, e da filha, Paula. "Eu, como mineira também, sempre tive, assim, essa melancolia pelo mar, que a gente nunca teve", afirmou a presidente.

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que tem uma 'grande melancolia pelo mar' (Foto: Divulgação)

Falando para uma plateia de prefeitos catarinenses, Dilma lembrou aos presentes à cerimônia de uma viagem que fez a São Francisco do Sul. "E eu vi, nessa cidade, que é uma cidade que encanta quem chega pela beleza dos seus casarões, casarões muitos deles centenários, e também por não serem só centenários, mas serem também coloridos. Pelos trapiches de águas. que a gente sabe que tem na baía, e pelas calçadas que sempre terminam em muros de pedra à beira da baía", detalhou. "E São Francisco do Sul sempre viveu debruçada no mar. Então é justo que aqui tenha hoje um porto da qualidade desse Porto de São Francisco do Sul", afirmou.

Executada pelo Exército, a obra de ampliação do berço 201 do porto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e custou R$ 35 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram bancados pelo governo federal e o restante, pelo próprio porto. Na época em que Dilma ainda era ministra-chefe da Casa Civil, o governo pretendia concluir a obra até 28 de fevereiro de 2010.