Dias: governo deve deixar de economizar R$ 2 bi com mudança no seguro-desemprego

O texto original, enviado ao Congresso pelo Palácio do Planalto, estipulava em 18 meses o tempo de trabalho necessário para fazer o primeiro pedido do seguro-desemprego

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23 ABR 201516h25

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse nesta quinta-feira, 23, que o governo deve deixar de economizar R$ 2 bilhões neste ano com a flexibilização feita na Medida Provisória 665 para reduzir o tempo de carência do seguro-desemprego.

O texto original, enviado ao Congresso pelo Palácio do Planalto, estipulava em 18 meses o tempo de trabalho necessário para fazer o primeiro pedido do seguro-desemprego. Após negociação entre governo, parlamentares e centrais sindicais, o relator do projeto, senador Paulo Rocha (PT-PA), reduziu esse prazo para 12 meses.

Segundo Manoel Dias, a mudança reduz a expectativa de economia aos cofres públicos de R$ 9 bilhões para aproximadamente R$ 7 bilhões. Ele ressaltou que o governo prosseguirá com o debate no Congresso. "A orientação é sentar com o relator e a base aliada para negociar", disse.

Manoel Dias disse que o governo deve deixar de economizar R$ 2 bilhões neste ano (Foto: Divulgação)

Petrobras

O ministro afirmou também que a Petrobras terá a tarefa de iniciar sua recuperação, após a divulgação do balanço da estatal na noite de ontem. Dias espera que os contratos suspensos por causa da Operação Lava Jato sejam retomados. "A Petrobras, já com balanço apresentado, agora terá a tarefa de recuperar esse período que passou dificuldades", afirmou. Ele lembrou que a operação da Polícia Federal afetou contratos com companhias terceirizadas e provocou demissões.