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Política

Desbancamos figurões que achavam que ganhariam a eleição, diz Bolsonaro

Ele disse que o eleitor brasileiro tornou-se independente pelo crescimento do papel das redes sociais na campanha

Folhapress

Publicado em 07/10/2018 às 12:15

Atualizado em 07/10/2018 às 12:22

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O presidenciável votou na manhã deste domingo (7) na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar / Agência Brasil

O candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, fez críticas a alianças partidárias e disse que, sem estrutura, ultrapassou figurões da política, sem fazer menções diretas aos seus concorrentes. O presidenciável votou na manhã deste domingo (7) na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro.

"Sem grande partido, sem fundo partidário, sem tempo de TV, mas tendo a verdade e a sinceridade, desbancamos figurões que achavam que, fazendo parcerias e acordos com grandes partidos, via televisão, ganhariam a eleição."

No nanico PSL, Bolsonaro teve apenas 8 segundos de televisão no programa eleitoral gratuito. Embora tenta tentado aliança com o PR de Valdemar Costa Neto, ele conseguiu apenas coligação com o PRTB de Levy Fidelix, partido de seu vice, General Hamilton Mourão.

Bolsonaro disse que o eleitor brasileiro tornou-se independente pelo crescimento do papel das redes sociais na campanha.

Embora não tenha mencionado diretamente nenhum adversário, a crítica atinge o tucano Geraldo Alckmin, que ao se coligar com legendas do centrão, como DEM, PP, PR e PRB, conquistou o maior tempo de TV, de 6 minutos.

Bolsonaro voltou a repetir que, se for eleito, não vai fazer negociação partidária. Ele destacou apoio recente das bancadas ruralista, evangélica e da bala.

"No varejo, temos aproximadamente 350 parlamentares que querem estar conosco. Grande parte deles é de deputados honestos que não querem conversar com o Sérgio Moro em Curitiba. Queremos conversar com o Moro no Rio, em Brasília, em qualquer lugar do Brasil, menos em Curitiba. Vamos fazer uma política diferente", afirmou.

Sob forte esquema de segurança e com colete à prova de balas, ele entrou na seção eleitoral acompanhado de seu filho, o deputado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), e de um enfermeiro.

"Estou bem, eu acho que estou 60% curado. Foram duas cirurgias de vulto para que eu voltasse e graças a Deus, por um milagre de Deus, eu estou vivo."

O capitão reformado disse estar confiante na vitória no primeiro turno, mas falou que pretende ir a debates e fazer atos de campanha se houver nova rodada na disputa presidencial.

Em sua primeira entrevista coletiva após ser esfaqueado e passar 23 dias internado, Bolsonaro disse que não poderá voltar a ter contato com o público, como fazia antes de ser atacado.

"Fiquei 23 dias fora de combate, mas foi uma experiência de vida que eu tive. Somos mortais. A gente pensa que é imortal."

Bolsonaro chegou à seção às 8h55 e foi recebido por eleitores que vestiam a camisa do Brasil sob gritos de "mito" e "vai ser no primeiro turno".

Minutos antes, ao deixar sua casa em um condomínio na orla da Barra da Tijuca, também na zona oeste carioca, motoristas buzinaram em apoio à sua comitiva.

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