Defesa de Aécio diz que desconhece papel com inscrição 'Cx 2'

Na sexta-feira (26), a relação do material apreendido pela Polícia Federal foi tornada pública pelo STF

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28 MAI 2017Por Folhapress13h01
A defesa de Aécio Neves diz que desconhece o papel com inscrição a 'Cx 2'Foto: Divulgação

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou neste sábado (27) que os objetos encontrados em apreensão realizada na residência do tucano evidenciam que "que nada que comprometa a atuação dele foi encontrado".

Em nota, o advogado Alberto Toron disse que papel com a inscrição "Cx 2" é desconhecido pela defesa do tucano e que espera ter acesso rapidamente a ele "para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade".

Na sexta-feira (26), a relação do material apreendido pela Polícia Federal foi tornada pública pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na residência, foram apreendidos também um aparelho bloqueador de sinal telefônico, 15 quadros, uma escultura, documentos, um celular Nokia, além de pen drive e outros itens.

"Quanto à citada inscrição 'Cx 2' em uma folha de papel, desconhecida por nós, a defesa do senador aguarda o mais rapidamente possível ter acesso a esse papel para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade", disse a defesa do senador.

Ela também destaca que o bloqueador de celular foi oferecido ao tucano na campanha presidencial de 2014, quando havia a suspeita de que conversas da equipe do senador poderiam estar sendo gravadas. "Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador", disse.

Segundo o advogado, todas as campanhas eleitorais das quais o tucano participou "ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente".

"Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas", disse.

Aécio é investigado pela Procuradoria-Geral da República por suposto recebimento de propina do grupo JBS, que fechou um acordo de delação com as autoridades ligadas à Operação Lava Jato.

Ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Outro delator da JBS, o ex-diretor de Relações Institucionais Ricardo Saud, disse que pagou mais de R$ 50 milhões a partidos que integraram a base aliada da campanha do tucano.