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Política

Declarações de Ciro sobre aliança com PT dificultam acordo, diz Haddad

O ex-prefeito paulistano afirmou que a fragmentação de candidaturas decorre da "prisão injusta" de Lula, mas não será suficiente para isolar o PT na eleição.

Folhapress

Publicado em 29/07/2018 às 19:34

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Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo. / Fotos Públicas

O coordenador do programa de governo da candidatura presidencial do PT, Fernando Haddad, disse que será difícil fechar uma aliança com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), ao menos no primeiro turno.

"Às vezes as declarações do Ciro de que é muito difícil uma aliança no primeiro turno [dificultam as conversas]. O PDT tem todo direito de lançar candidatura própria, assim como o PT está fazendo. Nenhum problema, mas às vezes a aliança fica mais difícil", afirmou neste domingo (29), em São Paulo.

Embora negue que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva esteja em xeque com sua prisão e condenação em segunda instância, Haddad acabou falando como se o ex-presidente, afinal, não estivesse na disputa.

"Se o Lula fosse candidato, realmente tenho dúvidas se Ciro, Boulos e Manuela teriam colocado suas candidaturas. Com todo respeito a eles, mas duvido que isso aconteceria. Todo mundo estaria reunido em torno do Lula", disse Haddad, plano B do PT na eleição.

O ex-prefeito paulistano afirmou que a fragmentação de candidaturas decorre da "prisão injusta" de Lula, mas não será suficiente para isolar o PT na eleição.

"Acredito que alguma aliança, sim, [ocorrerá]."

Haddad falou com jornalistas antes de um evento sobre políticas públicas na área de ciências na Casa de Portugal. 

Questionado sobre se a recusa do empresário Josué Alencar (PR) à vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) foi uma vitória para o PT, que também o cortejava, Haddad cutucou o tucano.

"Não considerei uma vitória política, considerei uma vitória pessoal do próprio Josué", respondeu.

O petista situou Alckmin como candidato da situação, que terá de defender assim, como o presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, o governo Temer.

No debate, ele criticou a escolha de Joaquim Levy como ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) após sua reeleição presidencial.

"Foi um cavalo de pau na política econômica", disse.

"Nada contra ajuste, você pode fazer. Em 2013, tivemos que fazer um freio de arrumação, mas a dose ali [2015] foi de veneno e a oposição se valeu disso para [forçar] pautas-bomba", afirmou tachando de sabotagem a atuação de Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Aécio Neves (PSDB-MG).

Haddad disse que se reunirá com Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, na segunda-feira (30) para se "apropriar de dados, da situação do país". 

O encontro está inserido em agenda de conversas que incluem representantes do setor financeiro. Indagado se a candidatura petista encontrará aceitação, o ex-prefeito hesitou.

"Olha, é muito difícil... Melhor perguntar para eles. Não vejo motivo para não [ter aceitação]."

Haddad encerrou sua participação no debate com a mensagem "vote 13".

A legislação eleitoral proíbe pedido de voto explícito a pré-candidatos, mas oficialmente o ex-prefeito não disputará eleição.

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