Decisão fica para depois do Carnaval

Situação envolve direitos trabalhistas, encargos, impostos e aluguéis da sede do PMDB de Santos.

Comentar
Compartilhar
08 FEV 201315h07

A Executiva Estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) irá se reunir, após o Carnaval, para decidir se institui uma junta provisória ou se promove a intervenção no diretório santista, em função de uma série de denúncias contra a agremiação partidária. A informação é do vereador Antonio Carlos Banha Joaquim, que expôs a situação da legenda em Santos esta semana.

Na última quarta-feira (6), Banha denunciou a direção municipal do partido ao diretório estadual por não pagar direitos trabalhistas, encargos sociais, impostos e aluguéis da sede da legenda, localizada na Avenida Pinheiro Machado, 135, na Vila Mathias.

“Protocolei pedido de intervenção e agora vamos aguardar. Acredito que a Executiva deva instituir uma relatoria para analisar não só a minha denúncia, mas outras seis reclamações que já foram encaminhadas também à assessoria do vice-presidente Michel Temer”, revelou o vereador.   

Banha quer que um auditor levante todas as irregularidades descobertas. Segundo denunciou, a direção santista estaria devendo para uma funcionária vale transporte desde agosto do ano passado e salário de dezembro do mesmo ano, além do 13º salário de 2012.

Sede do PMDB - Está localizada na Avenida Pinheiro Machado, 135, na Vila Mathias (Foto: Matheus Tagé/ DL)

A funcionária também não teria recebido salário de janeiro deste ano. Ao todo, ela seria credora de R$ 8.142,00. Outro funcionário também não teria recebido 13º salário, nem os vencimentos do mês de janeiro.

Uma das provas mais contundentes anexas no documento é uma carta, de próprio punho, escrita pela locadora do imóvel que servia como sede do partido. Segundo a carta, a direção municipal do PMDB deixou de pagar aluguéis entre setembro de 2012 e fevereiro deste ano, totalizando R$ 26.400,00.
Além disso, informa a locadora, o PMDB santista estaria devendo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) desde 2010. A soma já estaria na ordem dos R$ 33.500,00.

Vale a pena ressaltar que o contrato de locação, firmado em junho de 2011, cuja locatária é a Comissão Executiva Municipal do PMDB, tem como fiador o ex-prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa – que deixou a Prefeitura de Santos com um dos maiores índices de aprovação popular.

Tristeza

O ex-prefeito Papa não quer se manifestar sobre a questão, deixando para um dos responsáveis pela legenda, o ex-secretário de Cultura de Santos, Carlos Pinto, a incumbência de minimizar a situação. “Papa está muito chateado com o que está acontecendo e acredita que essa exposição era desnecessária, pois só desune e enfraquece o partido em Santos”, disse Pinto.

Carlos Pinto revelou que acredita na formação de uma comissão provisória para recompor o partido e garantiu que o ex-prefeito Papa, por ser fiador do contrato do imóvel da Avenida Pinheiro Machado (sede municipal do PMDB), vai assumir os débitos apontados pela proprietária. “Ele disse que irá pagar os valores devidos”, finalizou.