Cristina rompe o silêncio e presta homenagem a Chávez no Twitter

Presidente da Argentina utilizou o twitter para enviar 14 mensagens como forma de homenagear o ex-presidente da Venezuela

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07 MAR 201317h03

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, rompeu o silêncio que se impôs após a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Cristina usou a rede de microblog Twitter para enviar 14 mensagens como forma de homenagear o ex-presidente. "O Comandante Chávez, o companheiro e amigo, entrou definitivamente para a história. Homens como Chávez não morrem, semeiam-se", disse Cristina. Ela opinou que "o grande legado de Chávez é a inclusão social de milhões de venezuelanos, que não eram visíveis e hoje são protagonistas".

"Hoje, Chávez são todos e cada um dos venezuelanos que lograram subir um degrau", expressou a argentina. "Milhões de alfabetizados que tiveram, pela primeira vez, saúde, educação, habitação e futuro, exemplificam a vida e militância de Hugo", disse a presidente. Segundo ela, "um dos grandes méritos de Chávez foi romper uma estrutura cultural e mental de compatriotas que acreditavam que não era possível outra Venezuela". Neste sentido, completou: "Como dizia um militante bolivariano ontem, Bolívar foi um libertador de povos e Chávez um libertador de mentes".

Cristina dedicou parte de sua mensagem para recordar e agradecer o homem

Cristina dedicou parte de sua mensagem para recordar e agradecer o homem "que ajudou a Argentina quando todo o mundo soltou a mão do país", em clara referência à compra, durante anos, de mais de US$ 6 bilhões em títulos da dívida que ajudou a financiar o Tesouro argentino, sem acesso ao mercado voluntário de dívida desde que declarou a moratória, em dezembro de 2001. Também ressaltou que Chávez "ajudou a todos os povos latino-americanos e lutou por uma integração".

"A história demonstra a todos os povos da região, a todos os povos da Unasul, do Mercosul, da Celac, que quando os povos estão desunidos terminam triunfando as minorias, e sofrem as grandes maiorias", disse. E frisou: "Os momentos de grande atraso dos 200 anos de história foram as grandes divisões de nossos povos". "Quando os povos estiveram unidos", continuou, puderam "romper as cadeias do neoliberalismo que tinham imposto legados de fome e exclusão".

Cristina lembrou as eleições da Venezuela , conforme prevê a Constituição e que "a decisão será sempre soberana do povo". E finalizou: "O mais importante é a unidade nacional de todos os cidadãos da Venezuela, qualquer que seja a sua militância".