Congresso tem dever de investigar a Petrobras, diz Campos

Segundo ele, se a presidente da empresa abriu processo de investigação, a presidente Dilma demitiu um dos diretores e o MPF iniciou processo de investigação, o Congresso tem "por dever" investigar

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26 MAR 201423h38

O governador e provável candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), voltou a defender nesta quarta-feira, 26, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. Ele justificou que se a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, abriu processo de investigação, a presidente Dilma demitiu um dos seus diretores e o Ministério Público Federal iniciou processo de investigação, o Congresso Nacional tem "por dever" investigar.

"Por que só o Ministério Público abre, a Petrobras abre, a presidenta demite e só o Congresso tem que ficar de joelhos? O Congresso está com medo? Medo de quê? De que a verdade venha? A verdade tem que ser colocada", afirmou ele, em entrevista a emissoras de rádio locais no município de Catende, na zona da mata pernambucana, onde inaugurou a pavimentação e drenagem de ruas no bairro Bambuluá.

"O Brasil está cheio desse tipo de governança, governança de compadrio, de botar gente porque fulaninho pediu, gente incompetente, gente que quer fazer coisa errada. Esse modelo está vencido e é por isso que o Brasil vai mudar em 2014 pelo voto", pregou Campos, ao reiterar que depois do governo do ex-presidente Lula, a Petrobras perdeu seu valor pela metade e multiplicou sua dívida por quatro.

Eduardo Campos voltou a defender instalação de uma CPI para investigar a Petrobras (Foto: Divulgação)

Em relação à eleição presidencial, Campos afirmou que o objetivo, neste momento, é "fazer a união dos pernambucanos, dos alagoanos, dos paraibanos, dos sergipanos, dos baianos, dos nordestinos", para garantir os avanços conquistados pelo Nordeste no governo do ex-presidente Lula.

"Quem colocou a presidente que está aí foram os nordestinos. Ela ganhou por 11 milhões de votos, 10,5 milhões vieram do Nordeste. Agora o Nordeste pode colocar um que nasceu aqui, que conhece os Estados, que conhece o povo, conhece a realidade não de ouvir dizer, mas de viver, de vivenciar os costumes, as necessidades", avaliou. "Quando a gente teve um governante que conhecia a gente (o ex-presidente Lula), a gente viu que a região teve avanços importantíssimos. Precisamos garantir esses avanços".

Algumas horas depois, no município de Palmares, onde inaugurou um centro comercial, Campos reconheceu que atualmente somente 30% da população brasileira o conhece, mas assegurou que isto irá mudar depois da Copa do Mundo, "quando as pessoas se ligarem na eleição".