Conceder linha do Metrô evita greve, diz secretário de Alckmin

Segundo ele, o modelo trará redução de custos operacionais para o governo do Estado e a manutenção do serviço de boa qualidade para a população

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18 JAN 2018Por Folhapress15h01
O secretário criticou os metroviários que não aceitaram a determinação da Justiça do TrabalhoO secretário criticou os metroviários que não aceitaram a determinação da Justiça do TrabalhoFoto: Diogo Moreira/A2 Fotografia/Fotos Públicas

O secretário estadual de transportes metropolitano Clodoaldo Pelissioni defendeu nesta quinta-feira (18) a concessão de linhas do Metrô à iniciativa privada, planejada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, o modelo trará redução de custos operacionais para o governo do Estado, a manutenção do serviço de boa qualidade para a população e, como efeito secundário, a não interrupção do sistema de transporte em caso de greve de funcionários.

"Os serviços das linhas 1, 2 e 3 são bem prestados pelo Metrô, é uma operação muito boa. O difícil é, por exemplo, quando é feita a greve por conta da reforma trabalhista [paralisação ocorreu em abril de 2017]. O Metrô não tem nada a ver com o tema", disse o secretário. "Nós acreditamos também que com isso [concessão de linhas] a gente pode ter a certeza de que o serviço será prestado todos os dias".

O secretário criticou ainda o fato dos metroviários não atenderem à determinação da Justiça do Trabalho. Na última terça, a justiça determinou que os funcionários mantivessem um efetivo de 80% nos horários de pico e 60% fora do pico.

O sindicato dos metroviários decretou greve na noite desta quarta-feira (17) e desde o início da madrugada desta quinta, parte dos funcionários cruzou os braços. Eles são contrários à concessão à iniciativa privada de duas linhas do Metrô, a 5-Lilás e 17-Ouro. A abertura dos envelopes com as propostas das empresas está marcada para esta sexta-feira (19).

Atualmente, de nove linhas do Metrô em funcionamento, construção ou planejamento, apenas a linha 4-amarela é concedida. O plano do governo do Estado é aumentar este número ao longo dos próximos anos. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) já anunciou ter planos de conceder sete das linhas do sistema.

Anualmente, o governo do Estado injeta cerca de R$ 600 milhões no sistema de metrô da cidade, para bancar as gratuidades e descontos concedidos a estudantes e a quem faça transferência entre o sistema de ônibus e o Metrô.