Comunicação de Dilma pelas redes sociais é caminho sem volta, diz Edinho Silva

Ele informou que a comunicação por meio dos veículos tradicionais vai continuar ocorrendo, mas esse “caminho” das plataformas online não tem mais volta

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06 MAI 201512h25

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, disse que a presidenta Dilma Rousseff deve intensificar o diálogo com a população por meio das redes sociais. Ele informou que a comunicação por meio dos veículos tradicionais vai continuar ocorrendo, mas esse “caminho” das plataformas online não tem mais volta.

Em referência aos vídeos que postados na internet para marcar o Dia do Trabalho, no primeiro ano em que Dilma não usou a cadeia nacional de rádio e TV para se pronunciar, Edinho Silva voltou a dizer que o motivo da mudança não foram os panelaços que ocorreram no pronunciamento de 8 de março. “A presidenta não está fora do rádio nem da TVs nem dos jornais nem das revistas. Ela se comunica cotidianamente, utilizando esses instrumentos de comunicação. O que a presidenta tem feito, e fez no dia 1º de maio, foi priorizar a comunicação por meio das redes sociais, valorizando um modal de comunicação. Isso não significa que os demais não serão utilizados.”

Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro falou ainda sobre o panelaço que ocorreu nessa terça (5) em cidades brasileiras durante o programa do PT. “Numa democracia é bom que a gente possa conviver com a diversidade do pensamento de forma tolerante. O que é ruim para a democracia é o ódio quando você tem uma manifestação diferente daquilo que você pensa. Ontem o PT mostrou o que ele pensa, mostrou seu posicionamento, como os demais partidos também têm o direito de mostrar. Isso é bom pra democracia.”

Edinho Silva disse que a presidenta Dilma Rousseff deve intensificar o diálogo com a população por meio das redes sociais (Foto: Divulgação)

Edinho Silva disse que a decisão de a presidenta não ter tido uma participação maior no programa partidário foi tomada por ela em conjunto com o partido e que a fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compromete a aprovação do ajuste fiscal. “O programa do PT é uma atribuição do partido. Decisões de conteúdo, formato são decisões do partido, o governo não tem que se posicionar. O governo é do PT, mas é também de coalizão. O que prevalece enquanto governo é pensamento construído como coalizão”, disse, em referência aos demais partidos da base aliada.

Na opinião do ministro, desde a Constituição Federal de 1988 nunca se exercitou tanto esse modelo de coalizão, que tem gerado benefícios para a democracia. “Conviver com diversidade não é ruim para democracia. Mas as pessoas não são robôs, que ouvem: 'Agora você vai pensar assim'. Elas têm histórias de vida, se posicionaram. O enquadramento [de opiniões] é ruim, melhor é o dialogo, construir posições”, declarou.

Ele lembrou ainda que a agenda de Dilma Rousseff tem se voltado prioritariamente para a construção de um plano “arrojado” de investimentos em infraestrutura, que será lançado, no mais tardar, no início do mês de junho.