Com Doria, Alckmin dá largada simbólica a campanha e prega conciliação nacional

A campanha de Alckmin diz que agora o pré-candidato focará esforços em São Paulo para tentar recuperar terreno perdido para Jair Bolsonaro (PSL)

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20 JUL 2018Por Folhapress14h31
Alckmin foi recebido com gritos de o próximo presidente do Brasil em evento nesta sexta-feira (20) em um hotel em São PauloAlckmin foi recebido com gritos de o próximo presidente do Brasil em evento nesta sexta-feira (20) em um hotel em São PauloFoto: Fotos Públicas

O anúncio do deputado Rodrigo Garcia (DEM) como vice na chapa ao governo paulista de João Doria (PSDB) se tornou a largada simbólica da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB).

Em sua primeira aparição pública ao lado de Doria desde o início da pré-campanha, em abril, Alckmin foi recebido com gritos de o próximo presidente do Brasil em evento nesta sexta-feira (20) em um hotel em São Paulo.

Na mesa estavam nomes de peso da política nacional, que na véspera acertaram aliança nacional com o tucano depois de meses de negociação. Estavam no ato os presidentes do DEM, ACM Neto, do PSD, Gilberto Kassab, e do PRB, Marcos Pereira.

"Estou trabalhando, não desisto", discursou Alckmin. "Vamos trabalhar muito por essa aliança [com o bloco]. O Brasil precisa de esforço de conciliação. Pacificar um país dividido", afirmou.

Os eventos semelhantes anteriores de Doria não tiveram a presença de Alckmin, que ainda não havia fechado aliança com o centrão, bloco formado por DEM, SD, PRB, PP e PR.

A campanha de Alckmin diz que agora o pré-candidato focará esforços em São Paulo para tentar recuperar terreno perdido para Jair Bolsonaro (PSL). Maior colégio eleitoral do país, o estado é decisivo na matemática dos votos da campanha presidencial.

O tucano afirmou, citando Mario Covas, que São Paulo jamais vira as costas para o Brasil. Elogiou Doria, "com quem tenho um laço afetivo extremamente profundo".

Doria diversas vezes se referiu a Alckmin como futuro presidente, disse que trabalhará pela vitória em SP e no Brasil.

"Precisamos nos acostumar a chamá-lo de presidente", discursou Garcia, ex-secretário de estado de Alckmin. "Geraldo foi um homem que me deu muitas oportunidades e me ensinou muito", afirmou o pré-candidato a vice-governador.

Com a aliança do centrão e Alckmin ainda não oficializada, ACM Neto elogiou o tucano com cautela, dizendo que as conversas são "produtivas e promissoras".

"Se tudo der certo, tenho certeza de que mais uma vez São Paulo vai ser decisivo para o Brasil", declarou o presidente do DEM.

O ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) também saudou Alckmin como próximo presidente antes de dizer que "a luta vai ser dura, duríssima".