Com discurso Dilma inicia visita oficial à França

Em visita de Estado, presidente participa de fórum que defende estímulo à economia para enfrentar crise.

Comentar
Compartilhar
11 DEZ 201211h00

Nesta terça-feira (11), a presidente Dilma Roussef inicia uma visita de Estado de dois dias à França com um discurso sintonizado ao do presidente francês, François Hollande, sobre a necessidade de medidas de estímulo ao crescimento econômico para superar a crise.

Dilma e Hollande farão na tarde desta terça, em Paris, o discurso de abertura do "Fórum pelo progresso social: o crescimento como saída da crise".

O evento, organizado pelo Instituto Lula e pela fundação francesa Jean Jaurès, reunirá durante dois dias na capital francesa intelectuais, políticos e ministros, como o da Fazenda, Guido Mantega, e o das Finanças da França, Pierre Moscovici.

O ex-presidente Lula fará o discurso de encerramento do evento na quarta-feira (12).

Com discurso afinado ao de Hollande, a presidente Dilma inicia sua visita a França. (Foto: AE)

"Esse seminário é importante nesse momento marcado pela crise que vive sobretudo a zona do euro", disse na segunda-feira o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em frente ao hotel Bristol, onde Dilma está hospedada desde segunda-feira, a poucos metros do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

A presidente brasileira vem criticando em discursos as políticas de austeridade adotadas na Europa, afirmando que o aperto fiscal pode agravar a recessão, e defendendo ações coordenadas dos países para estimular o crescimento econômico.

Com um discurso semelhante, o socialista Hollande, que tomou posse em maio, lançou o debate na Europa sobre medidas para retomar o crescimento no continente e criticou severamente as políticas de austeridade impostas pela Alemanha, embora sempre tenha ressaltado que as dívidas públicas dos países precisam ser reduzidas.

Mas apesar da "afinidade" com Dilma em relação às ações para combater a crise, Hollande, na prática, apresentou um projeto de orçamento para 2013 que prevê um ganho de 30 bilhões de euros, obtido com cortes de gastos e aumentos de impostos, considerado o aperto fiscal mais severo nos últimos 30 anos no país.

Colunas

Contraponto