Centrão quer compromisso de Alckmin a favor de financiamento sindical

O compromisso foi incluído na pauta do bloco pelo deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade

Comentar
Compartilhar
19 JUL 2018Por Folhapress20h30
Os líderes do centrão decidiram apresentar ao tucano uma série de pontos que esperam ver atendidos para a formalização da aliançaOs líderes do centrão decidiram apresentar ao tucano uma série de pontos que esperam ver atendidos para a formalização da aliançaFoto: Divulgação/Fotos Públicas

Com o avanço das negociações para apoiar Geraldo Alckmin (PSDB), os líderes do centrão decidiram apresentar ao tucano já na tarde desta quinta-feira (19) uma série de pontos que esperam ver atendidos para a formalização da aliança.

Entre os pedidos, está a discussão de uma proposta de financiamento alternativo das centrais trabalhistas, após o fim da cobrança obrigatória do imposto sindical. O compromisso foi incluído na pauta do bloco pelo deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade.

As siglas também pretendem fazer ajustes considerados decisivos na formação de coligações com o PSDB nas eleições estaduais. Se as negociações forem bem-sucedidas, a aliança pode ser anunciada na próxima semana.

Dirigentes de PP, DEM, Solidariedade e PRB -que compõem o centrão- viajaram a São Paulo para uma reunião com Alckmin hora depois do encontro em que o bloco refluiu das articulações com Ciro Gomes (PDT) e se reaproximou do tucano.

Participarão da conversa ACM Neto e Rodrigo Maia, pelo DEM; Aguinaldo Ribeiro, pelo PP; Marcos Pereira, pelo PRB; e Paulinho da Força, pelo Solidariedade. O ex-deputado Valdemar Costa, que comanda o PR, disse que não podia comparecer, mas autorizou os demais integrantes do bloco a negociar em seu nome.

A discussão sobre o financiamento dos sindicatos é considerada um ponto delicado das articulações. Trata-se de uma das poucas divergências entre o programa do tucano e as plataformas defendidas pelo centrão.
O PSDB liderou o debate no Congresso sobre a reforma trabalhista, que extinguiu a cobrança obrigatória da contribuição sindical. O relator da proposta foi o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

Em campanha, Alckmin já afirmou ser contrário ao imposto. Disse ser necessário encontrar novas formas de financiar a atividade dos sindicatos.