Cardozo pede que manifestantes não façam "ação de ódio"

O ministro da Justiça disse que as manifestações são legítimas desde que pacíficas e com "respeito às regras democráticas"

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11 MAR 201515h52

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu na manhã desta quarta-feira, 11, que as manifestações contrárias ao governo não sejam uma "ação de ódio". Protestos contra o governo Dilma estão marcados para acontecer neste domingo em várias capitais do Brasil, uma semana após o panelaço que foi registrado durante pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e TV. "O governo tem essa tolerância com as pessoas que o criticam e gostaríamos muito que essas pessoas não fizessem uma ação de ódio, de raiva. Expressem suas ideias democraticamente, vamos nos tolerar", pediu o ministro nesta manhã.

Cardozo disse que as manifestações são legítimas desde que pacíficas e com "respeito às regras democráticas". "Ou seja, manifestam-se dentro da lei, dentro da ordem, respeitam-se as autoridades constituídas, afastam-se quaisquer posturas golpistas", completou.

Questionado se avaliava como "golpismo" as manifestações pelo impeachment da presidente, uma das principais bandeiras dos protestos deste final de semana, Cardozo afirmou que o País teve uma eleição "legitimamente feita" e que não vê motivo para que o quadro atual seja alterado. "Nós tivemos uma eleição legitimamente feita, a democracia existe no País, não existem quaisquer razoes jurídicas para que se mude esse quadro que está posto", respondeu.

Eduardo Cardozo disse que manifestantes não façam 'ação de ódio' (Foto: Agência Brasil)

"Pessoalmente tenho visto de todos os lados muita intolerância. A tolerância é um pressuposto da democracia. O que não podemos ter jamais é uma ação de ódio em que pessoas são estigmatizadas, atacadas pelo simples fato de pensarem ou de terem alinhamentos ideológicos e políticos", completou Cardozo.

Mais cedo, o PSDB declarou apoio às manifestações do final de semana. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que não irá participar dos protestos para evitar que se classifique o movimento como uma tentativa de "terceiro turno".