Campos tenta sanar mal-estar do agronegócio com Marina

"Tanto eu quanto Marina temos interesse em fazer um diálogo franco, respeitoso com os setores", disse Campos, nesta segunda-feira (18), ao deixar o evento

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18 NOV 201312h36

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reuniu-se na manhã desta segunda-feira, 18, com representantes do agronegócio, na Sociedade Rural Brasileira, na capital paulista. Na segunda-feira passada, Campos também encontrou-se com o setor, contando com o intermédio do ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues. "Tanto eu quanto Marina temos interesse em fazer um diálogo franco, respeitoso com os setores", disse Campos, nesta segunda-feira (18), ao deixar o evento.

Nos encontros, o governador vem enfrentando a resistência do setor à ex-senadora Marina Silva. "Ele é um bom engenheiro para construir uma ponte entre o agronegócio e a Marina", afirmou o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesario Ramalho, que até o momento vê o nome de Marina como uma "dificuldade a transpor".

Ramalho revelou que já fez o convite a Marina Silva para um debate com o setor e pediu que Campos interceda pelo encontro.

"Nessa discussão, vamos vendo que há muitos pontos de convergência. Há muitas pessoas no agronegócio brasileiro que sabem que o valor da sustentabilidade é cada vez mais reclamado", disse Campos ao deixar o evento. O governador voltou a afirmar que a disposição entre os dois, na aliança PSB e Rede, é de dialogar, ainda que não haja consenso em todos os pontos.

Nos encontros, o governador vem enfrentando a resistência do setor à ex-senadora Marina Silva  (Foto: Alice Vergueira/Futura Press)

Para o governador, o tempo agora é de "escuta" dos setores. Ramalho contou, contudo, que Campos já se dispôs a elaborar uma carta ao setor, com as diretrizes claras do que pretende estabelecer para o agronegócio.

A presidente da Unica, Elizabeth Farina, afirmou que durante o evento desta manhã, Campos contou que Marina está disposta a dialogar. Caso contrário, defendeu o governador, se colocaria na posição cômoda de "só jogar pedras", contou a presidente da Unica. "Como houve algumas declarações da Marina de que o agronegócio era retrógrado, foi positivo ele vir ouvir o setor", comentou a dirigente. Para Cesario Ramalho, a dificuldade do setor com Marina só será vencida "se ela não radicalizar".

O evento contou com cerca de 40 participantes, como os representantes da Bayer, Odebretch Agro e Unica, dentre outros integrantes do setor. Nesta tarde, Campos terá encontros com banqueiros e empresários em São Paulo.