Cadeia é que nem coração de mãe, diz Bolsonaro no RS

Dados do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias) constam que há 2 presos para cada vaga

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29 AGO 2018Por Folhapress17h37
O presidenciável cumpriu agenda em Porto Alegre nesta manhã e depois foi a Esteio, na região metropolitana da capitalO presidenciável cumpriu agenda em Porto Alegre nesta manhã e depois foi a Esteio, na região metropolitana da capitalFoto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados

Questionado sobre a situação do sistema carcerário no Brasil, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) disse saber "que aquilo, a cadeia, é a antessala do inferno", mas que, "se o Brasil tiver recursos pra fazer novas penitenciárias, no que depender de mim vamos encher aquele negócio lá, cabe mais um lá, é que nem coração de mãe."

"Eu não quero botar mais gente inocente lá dentro. Quem vai botar não sou eu, é o Poder Judiciário. Mas entre estar um marginal fazendo besteira aqui fora, deixa ele lá devidamente acomodado dentro do presídio", afirmou, na manhã desta quarta-feira (29).

A taxa de ocupação das prisões brasileiras é de 197%, ou seja, há dois presos para cada vaga no Brasil, segundo dados de 2015 do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Na prática, nove em cada dez detentos vivem em unidades superlotadas. Uma resolução do Ministério da Justiça recomenda que o limite da ocupação seja, no máximo, de 137,5%, mas todos os estados ultrapassam esse índice.

O presidenciável cumpriu agenda em Porto Alegre nesta manhã e depois foi a Esteio, na região metropolitana da capital, onde visitará a feira de agronegócios Expointer.