Avaliação de Dilma Rousseff segue estagnada

A presidente, porém, lidera a corrida presidencial e, se a eleição fosse realizada hoje, venceria no primeiro turno seus adversários mais prováveis

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07 NOV 201321h26

A avaliação positiva do governo Dilma Rousseff entrou em seu terceiro mês de estagnação, segundo pesquisa do instituto MDA divulgada nesta quinta-feira, 07. A petista, porém, lidera a corrida presidencial e, se a eleição fosse realizada hoje, venceria no primeiro turno seus adversários mais prováveis.

O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra que 39% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, praticamente os mesmos índices detectados pelo MDA no início de setembro (38%) e pelo Ibope em agosto (38%). Antes da onda de protestos de rua ocorrida em outubro, a avaliação positiva era de 55%, de acordo com o Ibope.

Dilma está em seu 35º mês de governo. Quando os ex-presidentes Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva alcançaram essa etapa em suas gestões, as avaliações positivas era de 43% e 30%, respectivamente.

Rumo a 2014

No front eleitoral, Dilma parece com 44% das preferências quando seus adversários são Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) - o cenário mais provável.

A avaliação positiva do governo Dilma Rousseff entrou em seu terceiro mês de estagnação (Foto: Associated Press)

Somados, os índices do ex-governador de Minas (19%) e do governador de Pernambuco (10%) chegam a 29% - ou seja, 15 pontos porcentuais a menos do que os de Dilma.

A presidente oscila para 41% quando Marina Silva (PSB) é apresentada no lugar de Campos. A soma de Marina (23%) e Aécio (17%) chega a 40% - ficando em situação de empate técnico com a petista. Nesse caso, portanto, não estaria afastada a possibilidade de um segundo turno.

Prorrogação

Em uma eventual segunda rodada, Dilma venceria todos os adversários se a disputa fosse hoje. Contra Aécio, a vantagem da presidente aumentou em relação à pesquisa feita pelo MDA há dois meses: era de 40% a 26% e passou para 47% a 24%.

Com Eduardo Campos como adversário, a vitória da petista seria de 49% a 18% (há dois meses, o resultado era 42% a 18%).

Contra Marina, Dilma ganharia por 45% a 29% - há dois meses, a vantagem era de sete pontos porcentuais (38% a 31%).

O MDA - instituto sediado em Minas Gerais, criado por professores da Universidade Federal de Lavras - mediu também o potencial de voto dos candidatos, ao perguntar aos entrevistados se eles votariam "com certeza" ou "poderiam votar" em cada um dos nomes apresentados.

Na soma dessas duas respostas, Dilma alcançou 59%, Aécio, 43%, e Campos, 29%. Os três aparecem com taxas de rejeição muito próximas: 37%, 39% e 37%, respectivamente.