Alvos das ações penais poderão ter crimes prescritos

No caso do mensalão mineiro foram 12 anos entre os fatos (1998) e o acolhimento da acusação criminal formal (2010). Na ação civil, não há risco de prescrição

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02 DEZ 201311h58

Além da ação civil do mensalão mineiro, há outras três criminais relacionadas à campanha à reeleição de 1998 do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB). Uma delas tem o ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-vice-governador de Aécio Neves (PSDB), Walfrido dos Mares Guia, como réu.

Ele atuou como coordenador-geral da campanha de 1998, quando era candidato a deputado federal. Walfrido foi denunciado na ação penal que corre na 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, mas, segundo o promotor João Medeiros, quase um ano depois de completar 70 anos, sua defesa requereu no dia 13 de novembro a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e também poderá requerer a prescrição ­- cujo prazo de 16 anos entre a ocorrência do fato e a aceitação da denúncia cai pela metade quando o réu completa tal idade. No caso do mensalão mineiro foram 12 anos entre os fatos (1998) e o acolhimento da acusação criminal formal (2010). Na ação civil, não há risco de prescrição. 

Uma delas tem o ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-vice-governador de Aécio Neves (PSDB), Walfrido dos Mares Guia, como réu (Foto: Andre Dusek/Estadão Conteúdo)