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Alckmin e Haddad também registram queda na aprovação

Para 88% dos ouvidos pela pesquisa, o governador poderia ter feito mais do que fez para evitar a crise da água. Para 37%, o tucano é o responsável pelo desabastecimento no Estado

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07 FEV 201523h54

 Os números da pesquisa do instituto Datafolha divulgada ontem (7) mostram que a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) não foi a única que despencou apenas três meses e meio depois das eleições. Enquanto discute a possibilidade de adotar um esquema severo de rodízio de água em São Paulo para enfrentar a pior crise hídrica do Estado dos últimos 80 anos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu dez pontos entre os que consideram sua gestão ótima ou boa. Apesar de ter sido reeleito no 1.º turno, a popularidade do tucano foi de 48% em outubro para 38% agora. A rejeição - ruim ou péssimo - foi de 24%.

Os números são piores que os registrados em junho de 2013, no auge das manifestações populares contra o aumento da tarifa dos transportes. No dia 27 de junho de 2013, a gestão Alckmin foi citada como ruim ou péssima por 20% dos entrevistados. Outros 38% avaliaram como ótimo ou bom. Os entrevistados deixaram claro que a crise hídrica começou a danificar a blindagem com a qual o tucano cruzou o processo eleitoral de 2014.

Para 88% dos ouvidos pela pesquisa, o governador poderia ter feito mais do que fez para evitar a crise da água. Para 37%, o tucano é o responsável pelo desabastecimento no Estado.

Os números são piores que os registrados em junho de 2013, no auge das manifestações populares contra o aumento da tarifa dos transportes (Foto: Mastrangelo Reino/Valter Campanato/Divulgação)

Durante a campanha, o governador garantiu reiteradas vezes que não haveria racionamento de água no Estado. O discurso otimista foi bombardeado sem sucesso por seus adversários, o petista Alexandre Padilha e o peemedebista Paulo Skaf. Três meses depois, o governo do Estado admite que pode adotar um esquema de rodízio se o nível do Sistema Cantareira atingir um nível crítico no começo de março.

Alvo de diversas manifestações de rua por ter aumentado o valor da tarifa de ônibus em janeiro deste ano de R$ 3 para R$ 3,50, o prefeito Fernando Haddad (PT) também viu sua popularidade ruir. Segundo o Datafolha, 44% dos entrevistados classificaram seu governo como ruim ou péssimo e apenas 20% como ótimo ou bom. Trata-se do segundo pior índice desde que Haddad foi eleito, em 2012. Depois de ser rejeitado por 47% dos entrevistados em julho do ano passado, o petista recuperou-se e registrou 28% de ruim/péssimo em setembro, com 28% de aprovação.

A melhora se deu depois que Haddad intensificou a abertura de ciclovias e faixas de ônibus. O levantamento de ontem revelou que a "vitrine" do prefeito perdeu o encanto.

A aprovação às ciclovias caiu 14%: de 80% para 66%. Para os entrevistados, o principal problema da cidade de São Paulo é a saúde, com 15% das menções. Em seguida vem o transporte coletivo, com 14%. A segurança está em terceiro no ranking, com 9%. A falta d’água, que derrubou a popularidade de Geraldo Alckmin, é apenas a quarta preocupação dos paulistanos, com 9%.

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