Alckmin diz que polícia faz ‘grande investigação’

Dos 92 detidos pela polícia durante o protesto de sexta-feira, 25, no Terminal D. Pedro II, oito continuam presos. Entre eles, o estudante Paulo Henrique Santiago dos Santos, acusado de agredir o coronel Reynaldo Rossi

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28 OUT 201322h17

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 28, que uma grande investigação é feita pela Polícia Civil para avaliar casos de depredações nas grandes manifestações em São Paulo. De acordo com Alckmin, essa apuração caminha e deve trazer novidades. Ele não especificou, porém, quando os resultados do trabalho policial serão divulgados.

Dos 92 detidos pela polícia durante o protesto de sexta-feira, 25, no Terminal D. Pedro II, oito continuam presos. Entre eles, está o estudante Paulo Henrique Santiago dos Santos, de 24 anos, acusado de agredir o coronel Reynaldo Rossi. O advogado de Santos, Guilherme Silveira Braga, afirma que o rapaz não participou do espancamento de Rossi.

"Eles infiltram-se no meio de manifestantes e é preciso separar o joio do trigo", disse o Alckmin, durante uma feira do setor de caminhões no Anhembi, em Santana, na zona norte da capital paulista. "Há em curso uma grande investigação por parte da Polícia Civil. Eu acho que ela está caminhando e vai trazer aí novidades nesse área."

Em seguida, o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, foi questionado, mas não disse quando a investigação será finalizada. "Não posso te dizer se demoram quatro semanas, cinco, seis. Eu não posso. Eu posso te dizer que nós estamos trabalhando fortemente para identificar o maior número de pessoas que participam ativamente desse movimento, inclusive os líderes, para uma responsabilização mais séria. O que está sendo feito a cada evento é identificar o maior número possível dos responsáveis por algumas depredações, por incêndios".

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que uma grande investigação é feita pela Polícia Civil (Foto: Divulgação)

Ainda de acordo com o secretário, a polícia se concentra na tentativa de identificar pessoas que quebram patrimônio durante os atos. "Nós não podemos criar provas, nós temos de ir em busca das provas. No Estado democrático de direito, nós trabalhamos com provas obtidas legitimamente."

Diálogo

O coronel Rossi, agredido durante a manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) na sexta-feira, afirmou à Rádio Estadão nesta segunda-feira que não mudará a prática de dialogar com os organizadores dos atos. Ele defendeu a estratégia de tentar afastar a minoria de "criminosos e vândalos", de acordo com ele, do restante da massa que participa dos protestos. "Nós não mudaremos a nossa postura", disse.