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Política

Ala evangélica na Câmara se diz 'contempladíssima' por Vélez na Educação

A opinião é ratificada pelo presidente da frente parlamentar evangélica, Takayama (PSC-PR)

Folhapress

Publicado em 23/11/2018 às 21:20

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De acordo com Takayama, o veto ao nome de Mozart se deu por questão de valores / Divulgação/Câmara dos Deputados

Membros da bancada evangélica da Câmara afirmam estar "contempladíssimos" pela escolha do colombiano Ricardo Vélez Rodriguez para o Ministério da Educação.

"Nós estamos contempladíssimos com a escolha", afirmou à Folha de S.Paulo o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos aliados próximos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

A opinião é ratificada pelo presidente da frente parlamentar evangélica, Takayama (PSC-PR). "Se fosse para dar uma nota de zero a cem para o Bolsonaro, daríamos cem", disse.

Eles negaram que a frente preferisse o nome do procurador evangélico Guilherme Schelb, que foi ventilado nesta quinta-feira (22) como uma possibilidade, após a bancada vetar a nomeação de Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. "Nós não fizemos nenhuma indicação. Nós temos uma relação próxima com o Schelb porque ele é evangélico, mas se ele agrada, o Vélez agrada também", afirmou Sóstenes.

De acordo com Takayama, o veto da bancada, uma das bases de sustentação de Bolsonaro na Câmara e que tem como uma de suas pautas centrais a defesa do projeto "Escola Sem Partido", o veto ao nome de Mozart se deu por questão de valores. "Nós não temos nada contra ele, acho que é uma pessoa tecnicamente preparada, mas é uma questão dos valores que nós queremos para o Brasil", disse.

Mozart é tido como moderado entre funcionários do ministério, mas para os evangélicos não seria alinhado com o Escola sem Partido.

De acordo com o presidente da comissão que analisa o projeto na Câmara, Marcos Rogério (DEM-RO), o nome de Vélez pegou integrantes da bancada de surpresa. Ele diz, no entanto, que acredita que ele seja alinhado com Bolsonaro e, portanto, com o texto do Escola Sem Partido.

"O MEC até aqui sempre teve linha contra o Escola Sem Partido, mas estamos passando por uma mudança de governo e os ministérios devem se alinhar ao governo. Você não pode ter um presidente que tem uma linha e ministros que têm outra", afirmou.

Indicado como ministro da Educação, Rodríguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Hoje é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Nascido em 1943, ele é autor de livros como "A Grande Mentira - Lula e o Patrimonialismo Petista" (Vide Editorial).

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