“A saúde será para mim uma ênfase importante”

O deputado estadual Fausto Figueira (PT) falou das três áreas em que pretende trabalhar em seu mandato

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02 FEV 201317h47

O deputado estadual Fausto Figueira de Mello Jr. (PT) falou em entrevista ao DL sobre as três linhas onde pretende atuar durante seu segundo mandato na Assembléia Legislativa. São elas a Saúde, porto e gestão metropolitana.

O deputado, que presidia o Centro de Excelência Portuária, deixou o cargo para retornar à Assembléia Legislativa, ocupando a cadeira Mário Reali. Reali renunciou ao cargo para tomar posse da Prefeitura de Diadema.

DL - O senhor retornou recentemente ao seu segundo mandato legislativo. Quais suas propostas para este ano?
Fausto Figueira
- Existem questões extremante importantes. Temos (Baixada Santista) os piores indicadores de saúde do Estado de São Paulo. Epidemia de dengue com risco de dengue hemorrágica. Nós temos o pior índice de mortalidade infantil do Estado, tuberculose e hanseníase. Uma dificuldade extrema de internações, demora para realização de cirurgias. Pesquisas mostradas nos embates eleitorais para a eleição dos prefeitos mostram que a saúde é uma das principais questões de todos os municípios da Baixada. A saúde será para mim uma ênfase importante. Como médico e deputado, esta é minha primeira linha de atuação.

Em segundo vem a questão do desenvolvimento e do porto. 80% da economia da Cidade de Santos está relacionada ao porto. Quero atuar no transporte, nos acessos ao porto, margem esquerda e margem direita. E quero atuar também na gestão metropolitana. Nenhum problema de uma cidade da Baixada é problema de uma cidade só.

Nós temos uma Região Metropolitana que está constituída do ponto de vista legal, mas que você não tem uma atuação efetiva de implantação de políticas públicas metropolitanamente. Você tem diagnósticos de determinadas situações, mas na hora de você implementar essas políticas públicas, você não consegue.

DL – O senhor declarou recentemente que exercerá uma oposição qualificada? O que isso significa?
Fausto Figueira
– O fato de ser oposição você não tem que desqualificar tudo o que o Governo faz. Você pode até reforçar alguma coisa que o Governo faça. Mas, quero de alguma maneira contribuir com críticas que sejam construtivas para o atendimento da nossa população.

DL – O senhor pretende angariar recursos para a Região, por meio de emendas parlamentares?
Fausto Figueira
– Eu quero visitar todos os prefeitos, ouvir o que eles querem que eu faça como deputado. Além disso, eu também posso apresentar emendas pessoais e eu quero ajudar os hospitais públicos como o Hospital Guilherme Álvaro, a Santa Casa, a Beneficência. Temos quer buscar recursos para implementar o Sistema Único de Saúde da nossa região que hoje é deficiente e deixa a desejar.

DL – Em dezembro a indústria fechou 130 mil postos de trabalho, no Estado. O senhor acha que a crise que já atingiu o estado mais rico do País é preocupante?
Fausto Figueira
– Hoje os Estados Unidos estão quebrados e nós estamos sobrevivendo. É claro que teremos reflexos da crise, mas eu entendo que na Baixada Santista, de alguma maneira, pelo grau de investimentos em Gás e Petróleo, as obras do porto, contratação de mão de obra pela Petrobras, nós estamos mais preparados que outras regiões. Pela minha experiência no CENEP que foi extremamente importante nós temos que qualificar essa mãos de obra, senão nós vamos continuar com gente desempregada por falta de qualificação.

DL – O que senhor pensa sobre a nomeação do ex-governador Geraldo Alckmin para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento?
Fausto Figueira
– Eu acho que é uma colocação política por alguém que foi duramente castigado pelo governador (José Serra), quando optou por outra candidatura, de um outro partido. Foi uma opção clara. Fritou o Alckmin e agora põe o Alckmin no colo para dar um sossega leão. É um problema dos tucanos que eu assisto prazerosamente como se maltrata as pessoas e depois de dá um cala a boca nas pessoas.

DL – O que acha precisa mudar na Agem para que as ações metropolitanas aconteçam?
Fausto Figueira
– Eu acho que tem que mudar o modelo de gestão metropolitana porque não adianta você fazer diagnósticos de situações e não poder implementar políticas públicas. Não adiante tratar um dos aspectos do transporte, mas de todos. O VLT é um dos transportes. Você tem que tratar do transporte de ônibus, de trem, de ciclovia, hidrovia, todas as formas que as pessoas são transportadas e fazer um projeto metropolitano de gestão. O Condesb tem que deixar de ser uma academia para ser efetivamente um órgão que possa estar contribuindo para a implementação de políticas públicas. A Agem não tem participação dos legislativos e eu defendo a participação das Câmaras Municipais.