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Vigilância Sanitária faz alerta sobre golpe em Praia Grande

Usando o nome do setor, criminosos cobram multa de até R$ 2 mil de comerciantes.

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06 DEZ 201216h23

A Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) está fazendo um alerta sobre uma tentativa de estelionato contra comerciantes de Praia Grande. Criminosos que se passam por advogados estão telefonando para donos de estabelecimentos comerciais, exigindo o pagamento de multas de até R$ 2 mil, que seria para livrá-los do fechamento do comércio. Já há relatos dessa ação em restaurantes e lojas nos bairros Caiçara e Aviação.

Segundo a proprietária de um restaurante no bairro Caiçara, que prefere não se identificar, uma mulher, que disse se chamar “Verônica”, telefonou para o local, na última quarta-feira (5) e, de forma grosseira, notificou a proprietária sobre o não pagamento de um boleto, correspondente ao Alvará de Vistoria do Corpo de Bombeiros, no valor de R$ 799,00.

A quantia deveria ser depositada em uma conta bancária, em nome de uma advogada, cujo primeiro nome seria “Flavia”. Se até o meio dia o depósito não fosse feito, agentes da Vigilância Sanitária lacrariam o restaurante.

Assustada, a comerciante não deu ouvidos e resolveu entrar em contato com a Vigilância Sanitária, na Sesap, e constatou a fraude. A mesma “Verônica” também tentou aplicar o crime contra outra comerciante, do Aviação, exigindo uma quantia de R$ 2 mil, mas o expediente também não deu certo, já que a vítima logo telefonou para o orgão da Prefeitura e apurou se tratar de uma tentativa de estelionato.

A chefe da Vigilância Sanitária de Praia Grande, Yara Rousseng, soube que outros comerciantes também estariam sendo vítimas das abordagens. Por isso, salienta que a Vigilância Sanitária não faz notificações por telefone nem cobra valores, muito menos no que diz respeito à Alvará de Vistoria do Corpo de Bombeiros. “Qualquer contato desse gênero deve ser denunciado à polícia e ao nosso setor. Ninguém deve fazer qualquer pagamento a pessoas utilizando, indevidamente, o nome da Vigilância”, adverte.

Criminosos que se passam por advogados estão telefonando para donos de estabelecimentos comerciais (Foto: Arquivo/DL)

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