O vereador Benedito Furtado (PSB), reconhecido por atuar no Legislativo santista pela causa animal e presidente da Comissão de Proteção e Bem-estar à Vida Animal da Câmara de Santos, destaca que um processo administrativo disciplinar precisa tramitar com celeridade, porque “esse GCM não tem as mínimas condições de continuar no serviço público, precisa ser exonerado com urgência”.
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O parlamentar refere-se ao caso envolvendo o guarda civil municipal de Santos, filmado matando a própria cadela com tiro, no bairro Beira Mar, em São Vicente. Furtado já representou criminalmente, solicitando a prisão e condenação através do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
O presidente da Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada, Rodrigo Coutinho dos Santos, disse ontem ao Diário do Litoral que foi um caso isolado e não pode servir de pretexto ou campanha a favor do desarmamento da corporação. O caso teve ampla divulgação via redes sociais.
Vale lembrar que, segundo a Prefeitura de Santos, o investigado (guarda) nunca usou armamento no exercício das funções, pois não tem autorização da Guarda Municipal de Santos (GCM). O caso está sendo acompanhado pela Corregedoria e registrado como crime ao meio ambiente – prática de ato de abuso a animais no 2° Distrito Policial de São Vicente.
“O ser humano é passível de erro e o que ocorreu foge da normalidade. As guardas são preparadas e treinadas para portar armas. O armamento é necessário à guarda municipal, porque hoje ela exerce uma atividade policial dentro dos municípios. Tem função diferente das polícias (Militar e Civil), mas exerce segurança pública, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, lembra Coutinho.
IMAGENS.
Imagens mostraram o homem, de 28 anos, acariciando o animal antes de matá-lo. Câmeras de monitoramento registraram o guarda em uma motocicleta com a cadela no colo. Ele chega a olhar para os lados antes de disparar contra o animal.
Depois de efetuar o tiro, a cadela cai na rua e ele deixa o local de moto. Passado um tempo, ele volta à cena do crime, se agacha em frente ao animal e moradores aparecem para ver o que havia acontecido.
Assim que as pessoas deixam o local, ele se levanta, vai no sentido em que havia saído com a moto e volta com um saco. Ele embrulha o animal e o arrasta para a calçada.
A Polícia conversou com a mãe do guarda, que afirmou que a cadela foi executada após tê-la atacado com mordidas na perna e no braço, e o marido na barriga. Contou ter chamado o filho, que matou o animal com disparo de arma de fogo. De acordo com o BO, os policiais civis constataram curativos nos pais do guarda.
O homem esteve na delegacia três dias após o crime. Ele prestou depoimento e apresentou registros de atendimentos médicos prestados aos pais. Ele foi liberado por falta de flagrante. A Prefeitura de Santos informa que a arma utilizada era particular. O guarda foi afastado de suas funções até o final da investigação.
