Uma troca de tiros entre dois bandidos e um policial militar de folga, durante uma perseguição em Peruíbe, terminou com uma menina de 2 anos baleada na cabeça, em um carro, e um dos criminosos morto. O confronto ocorreu durante a noite de terça-feira (12) no bairro Caraguava. O estado de saúde da menina é gravíssimo.
Hillary Sousa Valadares, de 2 anos, estava no banco de trás, com a mãe, em um Fiesta, quando foi atingida. O carro era dirigido pelo pai e estava próximo ao ginásio de esportes do Caraguava. O tiro perfurou o para-brisa dianteiro do automóvel, que estava parado, pois o pai da menina fazia anotações, segundo a polícia.
A menina foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe e depois transferida para a Santa Casa de Santos, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.
Roubo de carro
Os criminosos assaltaram uma mulher de 35 anos quando ela chegava em casa, no bairro Recreio Santista, e levaram o carro da vítima, um Crossfox branco.
Segundo o registro da ocorrência, o marido da vítima saiu de moto em busca do veículo e o localizou nas proximidades do quilômetro 347 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O homem emparelhou um Santana, onde um policial militar retornava do trabalho, e pediu um telefonema para a polícia.
O PM ligou para a corporação e perseguiu os criminosos até o bairro Caraguava, onde os bandidos ingressaram na Rua Marília e passaram a atirar contra ele.
Após o revide do policial, os ladrões seguiram em direção à rodovia novamente e, depois de atravessarem a estrada, o carro caiu em uma vala. Os bandidos saíram do carro atirando e houve novo revide do PM.
Com a chegada do apoio da PM, foram feitas buscas e o corpo do ladrão foi encontrado submerso em um alagamento. Poucos minutos depois a PM recebeu a informação de que a criança havia sido atingida em um carro no bairro.
Até o final da tarde desta quarta, o ladrão que morreu não havia sido identificado, assim como o criminoso que fugiu, segundo a Polícia Civil.
A arma do policial foi apreendida para exames periciais.
O delegado Edinilson Mattos, da Delegacia Sede de Peruíbe, entendeu, com base nos fatos apurados até o registro do caso, que a atitude do policial militar foi em legítima defesa, “em face de injusta agressão contra sua vida e de terceiros, ao repelir conduta delituosa”.
