Sintonia do PCC foragido vira frequentador assíduo de bar e acaba preso em Praia Grande

Conhecido como “Tucson”, ele foi descoberto por policiais da 2ª Delegacia (Entorpecentes) da Deic da Baixada, que o capturaram após uma campana na noite desta quarta-feira (30)

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01 OUT 2020Por Gilmar Alves Jr.19h49
O estabelecimento onde a captura foi realizada fica na Rua Raquel de Queiroz, no EsmeraldaFoto: Reprodução

Foragido da Justiça acusado de organização criminosa e com mandado de prisão preventiva decretado desde setembro em Sorocaba, um homem apontado como sintonia do Primeiro Comando da Capital (PCC), conhecido como “Tucson”, foi descoberto e preso pela Polícia Civil, em Praia Grande, após ter se tornado um frequentador assíduo de um bar e restaurante. A prisão, na noite desta quarta-feira (30), foi feita por policiais da 2ª Delegacia (Entorpecentes) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da Baixada Santista.

Tucson não ofereceu resistência ao ser surpreendido pelos investigadores, que agiram sob o comando do delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira, titular da 2ª Delegacia, e do investigador-chefe, Luiz Fonseca.

Para o êxito da diligência, os policiais utilizaram viatura descaracterizada e se posicionaram a uma distância que possibilita-se surpreender o alto integrante do PCC sem chances de fuga. O bar e restaurante fica na Rua Raquel de Queiroz, no Balneário Esmeralda.

A equipe de Barazal preparou a diligência que resultou na captura após diversos levantamentos. A informação que os policiais tinham era de que Tucson se tornou frequentador do bar sempre no período noturno.

Buscas durante o período de investigação foram feitas nos sistemas da Polícia Civil e apontaram que o homem estava com a prisão decretada desde 11 de setembro pela 2ª Vara Criminal de Sorocaba.

Segundo a polícia, Tucson, como sintonia era responsável pelos disciplinas (que apuram e punem infrações de membros da facção ao estatuto). O “batismo” de Tucson na facção teria sido feito por André do Rap, preso desde setembro do ano passado e apontado como o responsável direto pelo tráfico de cocaína ao exterior via Porto de Santos. As penas de André do Rap totalizam 25 anos  e nove meses.