Sequestro relâmpago despenca em São Paulo, mas ainda faz uma vítima por dia

Há registros desses crimes em todas as regiões da capital, inclusive nas áreas pobres, mas a concentração maior é nas zonas sul e oeste

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21 OUT 2019Por Folhapress17h01
Os registros de sequestro relâmpago estão em queda em São PauloFoto: Tatomm/Thinkstock

Apesar de recorrentes e traumáticos, os registros de sequestro relâmpago estão em queda em São Paulo, após atingirem recorde em 2013, com 1.411 casos. O recuo foi de 80% em relação ao índice deste ano. Comparado a 2018, os casos neste ano recuaram, até agora, 42%.

A análise dos boletins de ocorrência registrados mostra que a maior parte desses crimes acontece à noite –26% do total, entre 20h e 22h. A maioria das vítimas é homem e tem entre 20 e 30 anos.

Há registros desses crimes em todas as regiões da capital, inclusive nas áreas pobres, mas a concentração maior é nas zonas sul e oeste, regiões mais ricas e residenciais.

O Código Penal prevê, desde 2009, pena de seis a doze anos de prisão, além de multa, para quem comete o crime de sequestro relâmpago. Se houver lesão corporal ou morte, essa pena pode subir para de 16 a 30 anos de reclusão.

Embora ainda enfrente uma série de problemas na área da segurança pública, em especial com os crimes patrimoniais, como furtos e roubos, outros índices de criminalidade violenta vêm caindo em São Paulo, como os homicídios dolosos (intencionais) e os latrocínios (roubo seguido de morte).

Os números de homicídios são os menores desde que o governo começou a contabilizar os dados, no fim da década de 1990. Entre janeiro e agosto, a taxa no estado foi de 6,2 casos para cada 100 mil habitantes –menor do país, que, a título de comparação, registra cerca de 27,5 homicídio por 100 mil habitantes.

As causas mais prováveis para a redução, que vem sendo observada nos últimos 20 anos, são o envelhecimento da população e a articulação do crime organizado paulista. Diferente de outros estados, São Paulo não tem guerra significativa entre facções. Há hegemonia do PCC que controla quase todos os presídios e pontos de tráfico de drogas.

Nos primeiros meses deste ano, outros índices também estão mais baixos na comparação com janeiro a agosto de 2018. A exemplo dos latrocínios, que caiu 37%, os roubos a banco (-67%), de carga (-20%), e de veículos (-19%).Os estupros tiveram uma pequena queda, de 2% e, na contramão, os furtos cresceram 5%.