Policiais são suspeitos de matar homem com tiros em São Vicente

A investigação diz que os três suspeitos foram vistos juntos durante a tarde de sexta-feira (3) em um bar

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05 JUN 2016Por Folhapress11h00
Dois policiais militares são suspeitos de matar um homem de 36 anosDois policiais militares são suspeitos de matar um homem de 36 anosFoto: Reprodução/Google Maps

Dois policiais militares são suspeitos de matar um homem de 36 anos com tiros no bairro Vila São Jorge, em São Vicente, no fim da tarde desta sexta-feira (3).

De acordo com a polícia, um carro da PM recebeu informações sobre disparos num bar e, ao chegar ao local, encontraram a vítima, Dângelo Cleber de Almeida Sabino, já morta. Duas testemunhas indicaram as roupas e a rota de fuga utilizada pelos criminosos.

Os policiais encontraram o carro, um Sandero prata, e reconheceram dois policiais, que fugiram. Na perseguição, ainda conforme a polícia, o carro da corporação apresentou problemas mecânicos e os suspeitos conseguiram fugir.

Horas depois, um dos suspeitos foi encaminhado à delegacia. Luiz Alonso Peres, do 39º batalhão, foi preso com base na versão dada pelos policiais que participaram da perseguição. O outro, Jefferson Moraes Souto, do 45º batalhão, está foragido.

"Foi uma execução, não há dúvidas. A vítima tinha envolvimento com drogas e temos informações de que provocava a polícia muitas vezes por meio de redes sociais, o que pode ter gerado essa reação deles", afirmou o investigador Adilson Peres. O caso foi registrado no 1º DP da cidade.

Há ainda um terceiro envolvido, também policial, que tem um carro com as mesmas características. Ele negou envolvimento e foi liberado por falta de provas.

Nenhuma das testemunhas reconheceu os suspeitos durante a identificação. "O que é intrigante é que duas testemunhas viram os executores, mas não os reconheceram na delegacia", disse Peres.

A investigação diz que os três foram vistos juntos durante a tarde em um bar, após participarem de um curso de aperfeiçoamento no quartel, mas longe do local do crime.

A reportagem não obteve contato com os defensores dos policiais neste sábado (4).