Policiais são afastados e denunciados pelo MP por executar homem desarmado no litoral de SP

Dois deles são apontados como os executores do crime, enquanto os demais tentaram matar o comparsa com três disparos

Viatura da Polícia Militar

Viatura da Polícia Militar | Foto: Nair Bueno/ Diário do Litoral

Os quatro policiais militares de Guarujá, que foram denunciados por executar um homem desarmado, foram afastados de suas funções pela corregedoria da PM. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), reabriu a investigação contra os agentes, e solicitou a prisão preventiva dos mesmos.

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Dois deles são apontados como os executores do crime, enquanto os demais tentaram  matar o comparsa  com três disparos.

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De acordo com o MP-SP, o pedido de prisão se justifica com base nos relatos de testemunhas, laudos reunidos no processo, além das imagens captadas pelas câmeras usadas pelos policiais. 

O CASO.

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O MP-SP já havia arquivado o processo em 25 de junho deste ano, por considerar que os PMs agiram em legítima defesa, após atenderem uma ocorrência de roubo a uma casa em Bertioga, em 15 de junho, que terminou em perseguição e morte em Guarujá.  Na ocasião, um dos três indivíduos perseguidos foi morto, enquanto os outros dois conseguiram fugir.

A Corregedoria da Polícia Militar resolveu investigar a ação dos policiais, e apontou uma série de ilegalidades com auxílio das imagens registradas pelas câmeras operacionais que os agentes carregavam no corpo no momento da ocorrência.

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Quando inocentou os policiais, o Ministério Público de São Paulo não tinha acesso às imagens das câmeras, que, ao serem analisadas, revelaram, segundo a Corregedoria e nova denúncia do Ministério Público, a execução de um dos homens abordados. Ele foi executado com sete tiros, mesmo após ter aparecido nas imagens com os braços erguidos, demonstrando a sua rendição.

Os policiais, no momento dos disparos, tamparam as lentes das câmeras e simularam uma eventual agressão da vítima, que estava desarmada. Ao final, segundo a acusação, um simulacro teria sido colocado em posse da mesma.