Os quatro policiais militares de Guarujá, que foram denunciados por executar um homem desarmado, foram afastados de suas funções pela corregedoria da PM. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), reabriu a investigação contra os agentes, e solicitou a prisão preventiva dos mesmos.
Dois deles são apontados como os executores do crime, enquanto os demais tentaram matar o comparsa com três disparos.
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De acordo com o MP-SP, o pedido de prisão se justifica com base nos relatos de testemunhas, laudos reunidos no processo, além das imagens captadas pelas câmeras usadas pelos policiais.
O CASO.
O MP-SP já havia arquivado o processo em 25 de junho deste ano, por considerar que os PMs agiram em legítima defesa, após atenderem uma ocorrência de roubo a uma casa em Bertioga, em 15 de junho, que terminou em perseguição e morte em Guarujá. Na ocasião, um dos três indivíduos perseguidos foi morto, enquanto os outros dois conseguiram fugir.
A Corregedoria da Polícia Militar resolveu investigar a ação dos policiais, e apontou uma série de ilegalidades com auxílio das imagens registradas pelas câmeras operacionais que os agentes carregavam no corpo no momento da ocorrência.
Quando inocentou os policiais, o Ministério Público de São Paulo não tinha acesso às imagens das câmeras, que, ao serem analisadas, revelaram, segundo a Corregedoria e nova denúncia do Ministério Público, a execução de um dos homens abordados. Ele foi executado com sete tiros, mesmo após ter aparecido nas imagens com os braços erguidos, demonstrando a sua rendição.
Os policiais, no momento dos disparos, tamparam as lentes das câmeras e simularam uma eventual agressão da vítima, que estava desarmada. Ao final, segundo a acusação, um simulacro teria sido colocado em posse da mesma.
