Polícia

Policiais da UPP prendem Isaías do Borel, um dos chefes do Comando Vermelho

Ele foi chefe da facção criminosa Comando Vermelho e era chamado de "presidente" pelos outros membros da organização

Publicado em 07/11/2015 às 15:26

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Policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro do Borel prenderam na manhã deste sábado (7) o traficante Isaías da Costa Rodrigues, 52.

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Preso por 22 anos, Isaías do Borel ganhou liberdade condicional em 2012. Ele foi chefe da facção criminosa Comando Vermelho e era chamado de "presidente" pelos outros membros da organização.

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Isaías foi preso junto com outros quatro homens próximo da Praça da Bíblia, no morro do Borel, na Tijuca, zona norte do Rio. Segundo a UPP, eles fariam parte da cúpula do tráfico de drogas da região.

Quando deixou o Presídio de Segurança Máxima de Porto Velho, em Rondônia, em 2012, em liberdade condicional, a Justiça Federal havia determinado que ele ficasse longe da comunidade, localizada na Tijuca, zona norte do Rio.

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Os outros presos foram Severino Cícero de Lima, 29, conhecido como Severo; Natanael Ramos de Oliveira Filho, o Nael, 29; e Fernando Maurício Fernandes, o Miro, 40. Um menor também foi detido pelos policiais.

Os homens foram presos durante um patrulhamento. Eles teriam resistido à prisão e chegaram trocar tiros com os policiais, segundo informações da UPP.

Com eles foram apreendidos duas pistolas calibre 40, uma pistola calibre 9mm, oito carregadores, quatro rádios transmissores, além de celulares e anotações da movimentação do tráfico.

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Passado de Crimes 

Nos anos 80, Isaías do Borel chegou a ser considerado pela Justiça do Rio como o terceiro homem mais poderoso na hierarquia do tráfico de drogas do Rio.

Ele foi preso em 1990 e condenado a mais de 40 anos de prisão por tráfico de drogas e homicídio.

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Em 2006, mesmo preso em Bangu 3, ele foi acusado de ter sido um dos mandantes dos ataques incendiários a ônibus no Rio.

Após o episódio, o então governador Sérgio Cabral pediu sua transferência para o presídio Catanduvas (PR).

Depois de 22 anos preso, dos quais cinco em presídios federais, Isaías conseguiu liberdade condicional na Justiça Federal em 2012.

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Na época, uma das alegações do juiz federal Marcelo Meireles Lobão para a concessão da liberdade condicional foi as anotações de "bom comportamento" de Isaías.

O Tribunal de Justiça do Rio chegou a recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão da 3ª Vara Federal de Rondônia, mas sem sucesso.

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