Polícia investiga morte de estagiária de escritório de advocacia

Viviane Alves Guimarães Wahbe, de 21 anos, morreu ao se jogar do 7º andar do prédio onde morava, na zona sul de São Paulo.

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30 DEZ 201215h36

A Polícia Civil investiga a morte da estudante de Direito Viviane Alves Guimarães Wahbe, de 21 anos, estagiária do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, na capital paulista. Inicialmente tratado como suicídio - pois ela se jogou, no dia 3 de dezembro, da sacada do 7º andar do prédio onde morava, na zona sul de São Paulo -, o registro da investigação foi mudado pela polícia para "morte suspeita", pois, segundo sua mãe, ela teria lhe contado que teria sido estuprada por um colega de trabalho.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, em depoimento à polícia, a mãe da jovem relatou que a filha, antes de morrer, vinha repetindo que tinha sido estuprada e que não lembrava de detalhes, mas apenas de alguns flashes do ocorrido. O suposto estupro teria ocorrido no dia 24 de novembro, após Viviane participar de uma festa da empresa em um restaurante. Segundo o depoimento da mãe, na ocasião ela voltou de táxi juntamente com um colega de trabalho, cujo nome não foi revelado.

Escritório onde a jovem era estagiária. (Foto: Reprodução)

A mãe relatou à polícia que, na segunda-feira seguinte, dia 26 de novembro, a filha teria ficado transtornada, pois o rapaz havia espalhado no local de trabalho ter mantido relações sexuais com Viviane. Por causa do descontrole emocional, ela fora levada a um hospital, onde foi medicada.

Segundo a SSP, um notebook, um celular e manuscritos de Viviane foram retidos pela polícia para perícia e o caso segue sob investigação no 34º Distrito Policial da capital paulista.

Por meio da assessoria de imprensa, o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados informou que "lamenta profundamente o ocorrido e já está contribuindo para o entendimento do caso". Informou ainda que, em respeito à memória de Viviane "e ao sofrimento de seus familiares, o escritório não se manifestará sobre o fato".