A Polícia Civil investiga o cantor MC Negão Original por suspeita de fraude virtual / Reprodução/Instagram
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A Polícia Civil de São Paulo está investigando o cantor MC Negão Original por suspeita de ligação com um esquema de estelionato virtual que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em fraudes ao longo de cinco anos. A apuração é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Segundo os investigadores, a organização criminosa atuava em diferentes estados aplicando golpes pela internet, principalmente contra idosos e clientes de escritórios de advocacia.
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O artista, cujo nome é João Vitor Marcelino Guido, acumula mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais. As autoridades dizem que ele é citado na investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com integrantes do grupo.
Durante a apuração, investigadores também analisaram letras de músicas do artista que fazem referência a termos comuns no universo do crime. Entre eles está a gíria “Raul”, utilizada para se referir a golpistas, pessoas que enganam vítimas para obter dinheiro.
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Outro termo citado nas canções é “171”, expressão popular que faz referência ao artigo 171 do Código Penal brasileiro, que trata do crime de estelionato.
Segundo o delegado Fernando José Góes Santiago, do DEIC, as letras não são consideradas prova de crime, mas chamaram a atenção durante a investigação e reforçaram suspeitas sobre o contexto analisado. Confira uma das músicas abaixo.
A investigação aponta que os criminosos se passavam por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social para aplicar o chamado “Golpe do INSS”. As vítimas recebiam mensagens informando a necessidade de realizar uma suposta prova de vida para evitar o bloqueio do benefício.
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Durante o contato, os golpistas convenciam principalmente idosos a participar de chamadas de vídeo e instalar aplicativos nos celulares. Os programas permitiam acesso remoto aos aparelhos, possibilitando a captura de dados pessoais e senhas bancárias.
Além dessa prática, o grupo também é investigado por aplicar o chamado “golpe do falso advogado”. Nesse caso, os criminosos informavam às vítimas que um processo judicial teria sido ganho e que havia uma indenização disponível, exigindo o pagamento de taxas para liberar o valor.
Segundo a polícia, a organização tinha uma estrutura hierárquica e utilizava contas bancárias de terceiros, conhecidas como “laranjas”, para movimentar o dinheiro obtido com as fraudes.
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Entre os investigados está Henrique Felipe da Silva, apontado como um dos principais articuladores do esquema. De acordo com os investigadores, ele coordenaria parte da movimentação financeira do grupo e teria acumulado patrimônio elevado, incluindo imóveis e veículos de luxo.
As autoridades seguem apurando a participação de outros suspeitos e a extensão do esquema.