Polícia conclui caso e acusa trio por assassinato de Vitória Gabrielly

A garota foi encontrada morta no último dia 16, na zona rural de Araçariguama (53 km de SP), oito dias depois de desaparecer, quando andava de patins perto de um ginásio.

Comentar
Compartilhar
07 JUL 2018Por Folhapress15h35
A polícia de Araçariguama afirma que Vitória Gabrielly foi assassinada por enganoA polícia de Araçariguama afirma que Vitória Gabrielly foi assassinada por enganoFoto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato da estudante Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, 12 anos, e indiciou os três suspeitos do crime por homicídio triplamente qualificado. A garota foi encontrada morta no último dia 16, na zona rural de Araçariguama (53 km de SP), oito dias depois de desaparecer, quando andava de patins perto de um ginásio.

Com o inquérito, encaminhado ao Fórum de São Roque (66 km de SP), a polícia pediu a prisão preventiva dos três acusados, o servente de pedreiro Bruno Marcel Oliveira, 33 anos, a faxineira Mayara Borges de Abrantes, 24 anos, e o servente de pedreiro Julio Cesar Lima Ergesse, 24 anos. Atualmente, eles estão presos provisoriamente.

No inquérito, as três qualificadoras (agravantes) do indiciamento dos acusados são motivo torpe, recurso que dificultou defesa da vítima e a participação de mais de uma pessoa no crime. O próximo passo é a análise do inquérito pelo Ministério Público. Se o inquérito for aceito pela Promotoria, será convertido em processo e ficará sob responsabilidade da Justiça.

A polícia de Araçariguama afirma que Vitória Gabrielly foi assassinada por engano, por conta de uma dívida de drogas. Um traficante que está preso afirmou à polícia que devia R$ 7.000 em drogas ao chefe de Oliveira. Vitória teria sido confundida com a irmã do devedor.

JUIZ

Segundo Marcelo Carriel, delegado seccional de Sorocaba (99 km de SP), o inquérito será primeiramente analisado pelo juiz Flávio Roberto de Carvalho, da 1ª Vara Criminal do Fórum de São Roque. O magistrado foi o mesmo que determinou a prisão temporário de 30 dias, no último dia 29, de Oliveira e de Mayara.

A detenção do casal foi foi embasada, entre outros fatores, na identificação do cheiro de Oliveira, feita por um cão farejador, no local onde o corpo de Vitória foi encontrado. Ergesse já estava preso. Ele é o único dos acusados que admitiu, em depoimento à polícia, que esteve com Vitória no dia do desaparecimento.

DEFESA QUESTIONA FINAL DA INVESTIGAÇÃO

Jairo Coneglian, advogado de defesa do casal acusado de envolvimento na morte de Vitória, afirmou que o inquérito concluído pela Polícia Civil de Araçariguama não será aceito pelo Ministério Público. "O documento fala sobre quem matou Vitória? Quem amarrou a menina? Se o MP tiver bom senso, vai devolver o documento para a polícia", questionou o defensor.

Coneglian disse que o casal "é inocente" e que "não estava em Araçariguama" no dia em que Vitória desapareceu. Julio Cesar Lima Ergesse estava sem defensor até terça-feira, quando o advogado José Luiz do Carmo Chaves assumiu sua defesa. Chaves afirmou ontem que a prisão preventiva de seu cliente "será revogada". "Estou tomando todas as medidas necessárias que o caso requer", disse. O advogado afirmou ainda que "precisa analisar o caso".