Polícia Civil: Munições usadas por milicianos foram desviadas da PM e do Exército

Polícia Militar afirma que já abriu inquérito para descobrir como armamento foi parar nas mãos das milícias

Comentar
Compartilhar
22 ABR 2021Por Da Reportagem10h50
Allef Alves Bernardino e Leandro Machado da Silva foram presos por homicídios cometidos no RioAllef Alves Bernardino e Leandro Machado da Silva foram presos por homicídios cometidos no RioFoto: Reprodução

Cápsulas de projéteis achadas em locais de homicídios cometidos por milicianos no Rio de Janeiro são de origem da Polícia Militar e do Exército. A identificação foi confirmada após investigação e rastreamento efetuados pela Polícia Civil. As informações são do Jornal Extra.

De acordo com os investigadores, as munições usadas em assassinatos ocorridos na Baixada Fluminense fazem parte de lotes que foram adquiridos tanto pelo Exército quanto pela Polícia Militar, mas não se sabe ainda como os projéteis saíram dos quarteis diretamente para as milícias.

Ao todo, três policiais militares seguem presos pelos homicídios. Perto do cadáver de Charles Augusto Ponciano, morto em 4 de dezembro durante um churrasco em sua casa no dia 4 de dezembro de 2020, a Polícia Civil apreendeu 11 estojos, que são parte do projétil que é expelida no momento em que se puxa o gatilho da arma. Parte deles foi identificada como de calibre 5,56. Os projéteis foram produzidos pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e fazem parte de lote que foi adquirido pela Polícia Militar carioca em 2008.

Logo após terem matado Ponciano, um segundo agente, identificado como Edson Nascimento da Silva, amigo da primeira vítima, também foi executado a tiros pelos milicianos usando as mesmas armas e projéteis provindos dos mesmos lotes.

De acordo com a Polícia Militar, um procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do caso foi instaurado para tentar descobrir como parte da munição da instituição foi parar nas mãos dos milicianos.