Polícia apreende sistema de monitoramento do Baccará

Os equipamentos foram encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia

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11 JUL 2018Por Gilmar Alves Jr.21h18
Principal objetivo dos peritos será tentar localizar imagens dos fatos na parte externa do estabelecimentoPrincipal objetivo dos peritos será tentar localizar imagens dos fatos na parte externa do estabelecimentoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Policiais civis e científicos apreenderam nesta quarta-feira (11) o sistema de monitoramento por câmeras do Baccará Bar & Grill, no Embaré, em Santos. O principal objetivo é tentar localizar imagens que possam mostrar a agressão ao universitário Lucas Martins de Paula, de 21 anos, na madrugada do último dia 7, na área externa. Com traumatismo craniano, ele segue em estado grave nesta quarta na Santa Casa de Santos.

A diligência para a apreensão foi determinada pelo delegado Luiz Henrique Ribeiro Artacho, titular do 3º Distrito Policial (Ponta da Praia), após o advogado do Baccará, João Manoel Armôa Júnior, comparecer ao distrito para levar imagens gravadas na parte interna do estabelecimento.

Armôa disse ao Diário do Litoral que um técnico trabalhou por 12 horas, desde terça-feira (10), para tentar recuperar as imagens de todo o estabelecimento, inclusive da parte externa, na Rua Oswaldo Cochrane, onde o estudante foi atingido por um soco. O advogado afirma que, para a direção do Baccará, as câmeras não estavam gravando porque seriam substituídas ainda neste mês por outras com maior capacidade de resolução.

O advogado diz que o estabelecimento é parte interessada nas imagens externas "para comprovar que não houve um linchamento do rapaz (Lucas)".

O defensor afirma que o profissional deu um único soco em Lucas, após se sentir ameaçado com um gesto do universitário preparando um soco contra ele, na área externa.

A confusão começou na parte interna do Baccará Backstage, quando o estudante discordou da marcação de uma cerveja em sua comanda, no valor de R$ 15.

Pela versão de um advogado e um empresário que acompanhavam Lucas na casa noturna, houve um espancamento e um dos seguranças imobilizou o universitário enquanto outro desferiu o soco. Os dois amigos de Lucas também sofreram ferimentos, mas passam bem.

Armôa nega que a imobilização de Lucas tenha ocorrido. "Em nenhum momento", frisa.

Depoimentos

Três seguranças foram ouvidos no 3º DP na terça-feira (10), além do empresário e do advogado que acompanhavam Lucas e duas testemunhas. As versões são divergentes e o delegado Luiz Henrique Ribeiro Artacho espera a obtenção de imagens da parte externa para esclarecer o caso.

Artacho pede que pessoas que eventualmente tenham feito gravações via celular do caso procurem o 3º DP. "A gente irá garantir o anonimato", frisa.

O delegado ainda aguarda laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e o depoimento de Lucas para materializar as condutas dos envolvidos.

Estado de saúde

Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que o quadro de saúde de Lucas segue inalterado, "em estado grave, sedado, com monitorização da pressão intracraniana,  no segundo pós-operatório de drenagem de hematoma intracraniano, em coma induzido".