Polícia aguarda laudo para saber se menino Gabriel foi vítima de estupro

Devido ao fato do cadáver estar com as mãos amarradas, autoridades estudam a possibilidade do corpo ter sido jogado de cima de ponte

A Polícia Civil aguarda laudos para determinar se o corpo encontrado no Rio Ribeira Iguape na última segunda-feira (26), e que pode ser do menino Gabriel, sofreu violência sexual. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o buraco onde o suspeito do crime morava continha roupas intimas femininas, vestimentas de crianças, uma bíblia com diversos trechos sublinhados e carretéis de linha de pipa que podem ter sido usados pela vítima no dia do desaparecimento.

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Nilton César Batista Muniz é uma pessoa em situação de rua e vive em um buraco que fica logo abaixo da Ponte da Bete, na região norte de Registro, no Vale do Ribeira. Segundo a Polícia Civil, os investigadores chegaram ao homem após realizar diversos percursos prováveis efetuados por ele. O local onde o suspeito dorme fica às margens do Rio Ribeira Iguape, onde o corpo foi achado.

Devido ao fato do cadáver estar com as mãos amarradas, as autoridades estudam a possibilidade do corpo ter sido jogado de cima da ponte e da vítima ter sofrido violência sexual. A família de Gabriel reconheceu que as vestimentas encontradas no cadáver resgatado pelo Corpo de Bombeiros como sendo similares às do garoto desaparecido desde o dia 11 de agosto.

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A prisão temporária de Nilton é válida pelo período de 30 dias, mas poderá ser prorrogada caso as autoridades acreditem ser necessário.

DESAPARECIMENTO.
Gabriel Lopes Coutinho, de oito anos, desapareceu no dia 11 de agosto depois de sair de sua residência, em Registro, para empinar pipa. De acordo com a mãe do menino, a autônoma de 37 anos, Luciana Custódio, o garoto foi brincar com os amigos e todas as outras crianças voltaram para casa no começo da noite, com a exceção de Gabriel.

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Os próprios familiares começaram a realizar buscas pelo garoto, mas não obtiveram sucesso. Nos dias seguintes, equipes do Corpo de Bombeiros também começaram a realizar buscas por ele nas redondezas do município, mas não o localizaram nas áreas de mata. As autoridades também levantaram a hipótese que Gabriel poderia ter caído em um poço, mas seguiram sem localizar novas pistas de seu paradeiro. O garoto foi avistado pela última vez às 17h30 do próprio dia 11 em frente a uma igreja.

Depois de oito dias de buscas, o Corpo de Bombeiros da cidade decidiu encerrar as buscas por Gabriel alegando que ele não estava na área de mata próxima a Registro. Durante as diligências feitas pela Polícia Civil, as autoridades encontraram peças de roupa do menino e a pipa com a qual ele saiu para brincar no dia que desapareceu.

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Ao todo, mais de 50 pessoas já foram ouvidas pela DIG de Registro e mais recentemente o padrasto do menino passou a ser investigado. Imagens de uma câmera de monitoramento flagraram o homem em seu carro e o vídeo mostra que uma criança estava dentro do automóvel. Após mais de dez horas de depoimento, o padrasto de Gabriel admitiu que estava com uma criança em seu veículo, mas afirmou que não era seu enteado.

Já no dia 25 de agosto, um corpo foi avistado no Rio Ribeira Iguape, mas acabou submergindo antes das autoridades chegarem ao local. No dia seguinte, o Corpo de Bombeiros conseguiu efetuar o resgate do cadáver. Durante a noite do mesmo dia, os parentes de Gabriel conseguiram identificar que o corpo estava com as mesmas vestimentas usadas pelo menino no dia em que desapareceu. Exames de perícia foram pedidos para verificar se o DNA do corpo é compatível com o da criança. A polícia trabalha com a hipótese que a vítima possa ter sofrido violência sexual.