PM frustra tentativa de resgate de presos em Guarujá e quadrilha dá tiros de fuzil

Intenção dos criminosos era resgatar presos da cadeia anexa ao 1° DP de Guarujá, em Vicente de Carvalho, nesta madrugada; motorista de ônibus foi rendido e obrigado a bloquear fluxo na Avenida Santos Dumont

Comentar
Compartilhar
30 NOV 2020Por Gilmar Alves Jr.12h19
Na cadeia anexa foram constatadas barras rompidas nas grades de proteçãoFoto: Reprodução/Google Maps

A Polícia Militar frustrou, na madrugada desta segunda-feira (30), um resgate de presos da cadeia anexa ao 1° Distrito Policial (Jardim Conceiçãozinha), em Vicente de Carvalho, e foi alvo de tiros de fuzil. Os policiais tiveram que buscar abrigo para revidar os tiros. Os autores da tentativa de resgate conseguiram fugir e não houve registro de feridos.

O bando estava reunido entre o Hospital de Guarujá e o Atacadista Roldão, nas proximidades do 1° DP, quando atacou os PMs que atuavam na ocorrência. 

Antes do confronto, que ocorreu por volta das 4h30, um motorista de ônibus chegou a ser rendido pela quadrilha e foi obrigado a bloquear o fluxo na Avenida Santos Dumont com o veículo. Já durante o tiroteio, o motorista de um carro foi dominado pelos indivíduos, obrigado a deitar no chão e depois a levar seis deles ao Sítio Conceiçãozinha para a consumação da fuga.

Dois carros usados pelos criminosos na ocorrência foram apreendidos na região da ocorrência. Um dos veículos é um Ônix encontrado atravessado em frente ao 1° DP, que fica na Rua Álvaro Nunes da Silva, 53.

O outro veículo é um Chevrolet Prisma, encontrado pelos policiais na Avenida Pedro Bento da Costa. Nele havia duas marretas e um machado que seriam possivelmente usados no resgate.

Na cadeia anexa, foram identificadas barras rompidas nas grades de proteção e uma escada.

No local havia 16 presos e já houve a transferência de cinco deles. Ainda está sob investigação quais seriam os presos alvos do resgate.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como fuga tentada. Quando o crime é cometido a mão armada, por mais de uma pessoa ou mediante arrombamento a pena de reclusão é de 2 a seis anos.

SSP

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o 1° DP investiga os fatos e disse que mais informações não serão divulgadas neste momento para não prejudicar o trabalho policial.