PM confronta moradores do Complexo do Alemão em protesto por morte de estudante

O protesto foi reprimido pelos mais de 200 policiais que reforçavam a segurança no Alemão com bombas de gás lacrimogêneo

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03 ABR 201517h23

Em protesto contra a morte do estudante Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, cerca de 300 moradores do Complexo do Alemão fecharam na tarde desta Sexta-feira (3) a Estrada do Itararé, uma das principais entradas da comunidade, na zona norte do Rio. Houve confronto entre policiais militares e manifestantes. Policiais militares atiraram bombas de gás contra as pessoas, que revidavam com pedras.

Com lençóis brancos e cartazes, por volta das 16 horas, homens, mulheres e crianças interditaram a via para pedir paz e criticar a atuação da Polícia Militar (PM) no conjunto de favelas.

O protesto foi reprimido pelos mais de 200 policiais que reforçavam a segurança no Alemão com bombas de gás lacrimogêneo. O clima ficou tenso e alguns moradores responderam jogando pedras e bombas caseiras nos policiais.

A Coordenadoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) afirma que Eduardo foi atingido quando policiais em patrulhamento entraram em confronto com criminosos. Já a mãe do menino, Terezinha Maria de Jesus diz que a culpa é da polícia. "Eles acabaram com a vida do meu filho, um inocente", disse na quinta-feira durante outro protesto no Alemão. Nos últimos dois dias, quatro pessoas foram mortas em tiroteio no Rio.