PF faz a ‘maior operação do ano’ contra o tráfico de cocaína; há mandados em Guarujá

Operação, com mais de 200 mandados, ocorre em 10 Estados e fora do país; houve um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão para cumprimento em Guarujá

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23 NOV 2020Por Da Reportagem16h51
Casa sequestrada pela operação na Espanha é avaliada em 2 milhões de eurosFoto: Reprodução

*Com informações de Estadão Conteúdo e Gilmar Alves Jr. 

A Polícia Federal (PF)  e a Receita Federal deflagraram nesta segunda-feira (23) a Operação Enterprise, contra a lavagem de dinheiro do tráfico internacional de cocaína, e a ação é considerada a maior do ano no gênero e uma das principais da história.

Cerca de 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal saíram a campo para o cumprimento de 151 mandados de busca e 66 mandados de prisão nos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. As ordens foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo a PF, um dos mandados de prisão preventiva foi para cumprimento em Guarujá, cidade onde também houve um mandado de busca e apreensão. O teor específico de investigação dessas diligências não foi divulgado.

A Justiça autorizou na Enterprise o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens do narcotráfico, incluindo aeronaves, imóveis e veículos de luxo. Segundo informou a PF, o montante é o maior do ano em sequestro patrimonial.

Os agentes fizeram ainda uma parceria com a Interpol para localizar oito investigados no exterior e identificar bens mantidos em outros países. Para isso, os nomes suspeitos foram incluídos na lista de difusão vermelha da organização de polícia internacional.

Durante as investigações, que começaram em 2017, foram apreendidas 50 toneladas de cocaína nos portos do Brasil, da Europa e da África. “Tal volume de apreensões situa essa organização criminosa como uma das maiores em atuação no País”, informou a PF.

De acordo com as apurações, a organização criminosa usava ‘laranjas’ e empresas fictícias para lavar bens e ativos multimilionários no Brasil e dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

O nome da operação, ‘Enterprise’, faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína.