Governo do SP educacao
Governo do SP educacao mob

PF atrasou operação sobre Queiroz para não prejudicar campanha de Bolsonaro, diz ex-suplente de Flávio

Ele disse, em entrevista, que Flávio havia sido informado sobre a operação da PF em relação a Fabrício Queiroz, seu funcionário de gabinete, antes dela acontecer

Comentar
Compartilhar
17 MAI 2020Por Da Reportagem13h30
O empresário Paulo Marinho (à esquerda), seu filho (à direita) e Jair Bolsonaro (ao centro).Foto: Reprodução/Instagram

O empresário Paulo Marinho, de 68 anos, foi um dos grandes apoiadores de Jair Messias Bolsonaro durante a sua campanha presidencial em 2018. Além disso, era suplente de Flávio Bolsonaro, que concorria ao Senado. Ele disse, em entrevista, que Flávio havia sido informado sobre a operação da PF em relação a Fabrício Queiroz, seu funcionário de gabinete, antes dela acontecer. E que a PF teria atrasado o andamento das investigações para não prejudicar a campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Marinho disse que Flávio ficou transtornado quando soube das investigações em relação à Queiroz (rachadinhas e desvio de dinheiro público). Sua preocupação era justamente com a campanha do seu pai e como aquilo poderia prejudicá-la. Ainda segundo Marinho foi um delegado da PF, amigo de Bolsonaro, que avisou Flávio sobre o andamento da Operação Furna da Onça, onde Queiroz era investigado.

O empresário disse, ainda, que o próprio delegado da PF orientou Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no cabinete do então deputado Jair Messias Bolsonaro, em Brasília. Os dois foram exonerados no dia 15 de outubro de 2018. 

Marinho afirma que Flávio teria ficado decepcionado com Queiroz, que considerou aquilo uma quebra de confiança e que a campanha presidencial de seu pai (Jair Bolsonaro) poderia ser prejudicada com a investigação se tornando pública naquele momento. 

*Da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo