Operação Verão registra queda na criminalidade, autoridades comemoram

Furto, roubo, roubo e furto de veículos tiveram queda, mas homicídios aumentaram 15%

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17 FEV 201319h18

Balanço da Operação Verão divulgado ontem, no salão nobre do Paço Municipal de Santos, revelou um aumento nos casos de homicídio de 15% no cômputo geral das cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Entretanto, as autoridades de segurança pública que atuaram integradas na Operação Verão, comemoram a queda significativa nas ocorrências de furtos (-44%), roubo (-59), furto de veículo (-43%) e roubo de veículo (-67). Trabalharam integrados na Operação Verão, de 26 de dezembro ao dia 10 deste mês, as polícias Civil, Militar e Rodoviária, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Segurança Pública e Guarda Municipal. 
 
“Os resultados apresentados hoje aqui na Operação 2007/2008 comprovam que a receita da integração das polícias está dando certo em Santos e na Baixada Santista e, nosso caso, comprovam que a criação da Secretaria de Segurança, a instalação de câmeras na Alemoa, na orla da praia e agora no Centro, e mais o trabalhos que está sendo feito com a Guarda Municipal — sendo transformada em uma Guarda Comunitária, isso tudo está dando um excelente resultado.

Seguramente, Santos está entre as cidades mais seguras do país. Nós temos índices que são comparáveis às melhores cidades do mundo em termos de segurança. Então agora é continuar trabalhando para manter e se possível, melhorar esses índices”, declarou em entrevista coletiva o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa.

Para o comandante do CPI-6, coronel da PM Orlando Eduardo Geraldi, “a integração das polícias ajudou na queda dos índices de criminalidade e essa dualidade integração e inteligência é a base das nossas corporações. Na Baixada Santista, existe além disso amizade, respeito e reciprocidade e isso foi importante para os resultados que nós temos conseguido aqui na Baixada Santista”.

Geraldi avalia que com a redução significativa de quase todos os índices criminais considerando que o período da operação verão foi maior do que o da temporada 2006/2007, com o carnaval ocorrendo dentro da operação verão, as corporações e a população só tem a comemorar.

O diretor do Deinter-6, Waldomiro Breno Filho, afirma também que o momento é de comemoração, pois ele considera que mesmo com o grande fluxo de pessoas que a Baixada Santista  recebeu no final de ano e mais 495 mil veículos que desceram a serra para passar o carnaval na Região, houve significativa redução nas ocorrências de criminalidade. “Proporcionalmente a Operação Verão desta temporada foi uma das melhores desde a primeira que foi empregada em 2005. Mas, ela passou a ser medida desde 2001 e desde essa medição, a operação desta temporada é a melhor de todas”.

Waldomiro atribui o sucesso da operação “à integração das corporações, ao planejamento estratégico que foi vitorioso —mapeamos todos os pontos críticos da cidade onde deveria haver reforço de policial”.

Waldomiro destacou ainda que o roubo de cargas reduziu 90% em um ano. “Estamos festejando quase 75 dias sem roubo de cargas na Baixada”. Já o comandante do 6º Grupamento de Bombeiros, tenente-coronel Luiz Carlos Ribeiro, disse que nesta temporada houve um aumento de 10% no número de ocorrências de resgates, incêndios e salvamentos terrestres, aduaneiros e marítimos, em 40 dias de operação.

Já o comandante do 17º GB, coronel Daniel Onias, revelou que as regiões da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba contabilizaram 26 afogamentos desde o início da operação verão. “As vítimas eram, em sua maioria, da Grande São Paulo e de cidades do interior”. Papa enfatizou que em Santos, as polícias Civil e Militar vistoriaram 15 mil veículos e 10 mil bicicletas.

Trânsito

O diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Trânsito (CET-Santos), Rogerio Crantschaninov, apontou que durante a Operação Verão ocorreram 442 acidentes sem vítimas — com aumento de 21% em relação a temporada 2006/2007, 182 acidentes com vítimas — queda de 11% nos índices, e 14 atropelamentos — queda de 48% no número de ocorrências.