Polícia

Operação flagra programador executando fraudes bancárias em Itanhaém

Homem de 33 anos foi surpreendido escrevendo códigos usados para invasões digitais e furtos qualificados

Luna Almeida

Publicado em 29/11/2025 às 01:36

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As investigações já apontavam para furtos qualificados cometidos contra uma grande instituição financeira / Divulgação

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Na manhã desta terça-feira (28), uma operação silenciosa da 3ª Delegacia de Homicídios do DEIC - Santos rompeu a rotina do bairro Cibratel, em Itanhaém. Sob ordem judicial e após semanas de vigilância, os policiais civis surpreenderam um homem de 33 anos mergulhado em uma complexa engrenagem de crimes digitais — um ambiente onde códigos operam como armas e fraudes se escondem atrás de telas iluminadas.

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Ao entrar no imóvel, os agentes encontraram o suspeito diante de um notebook, executando em tempo real linhas de programação em Python. Cada comando revelava uma tentativa calculada de capturar logins e senhas, penetrar sistemas, subtrair valores e revender acessos como mercadorias clandestinas. 

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A técnica usada, conhecida como força bruta, explorava fragilidades invisíveis nos portais online — uma espécie de arrombamento digital, persistente e silencioso.

Questionado, o homem admitiu atuar como intermediário entre um fornecedor de códigos maliciosos e demais criminosos que se beneficiavam das invasões.

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As investigações já apontavam para furtos qualificados cometidos contra uma grande instituição financeira, por meio de um equipamento sofisticado capaz de violar máquinas bancárias. 

Dentro do imóvel, um detalhe chamou atenção: a caixa de um dos celulares utilizados nos crimes, escondida entre objetos, confirmava sua ligação direta com o esquema.

Durante a ação, foram apreendidos cinco celulares, dois notebooks, cartões bancários em nome de terceiros e diversas caixas de equipamentos usados nas fraudes — um arsenal tecnológico que agora seguirá para perícia, peça por peça, para desvendar toda a extensão das operações ilícitas.

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Diante da gravidade e da reincidência do delito, o suspeito foi conduzido à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A operação encerra um ciclo, mas lança sombras sobre um submundo digital que segue em constante mutação.

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