Operação detém 665 em 24 horas na Baixada Santista e Vale do Ribeira e atinge recorde

Quase uma tonelada de drogas foi retirada de circulação pela Polícia Civil, que combateu diversos crimes

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30 JAN 2019Por Gilmar Alves Jr.20h58
Em um galpão em Cubatão, 550 quilos de cocaína que seriam exportados via Porto de Santos foram apreendidosFoto: Nair Bueno/DL

Com um saldo de 665 pessoas detidas e quase uma tonelada de drogas retirada de circulação em 24 horas, a Polícia Civil bateu um recorde histórico em operações do gênero na Baixada Santista e Vale do Ribeira. A ação foi concluída às 11 horas desta quarta-feira (30).

“Nós acreditamos que seja um duro golpe no crime organizado”, afirmou o delegado Manoel Gatto Neto, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), ao anunciar os números da operação em entrevista coletiva.

A ação teve como principais objetivos combate ao tráfico de drogas, crimes patrimoniais (roubo, furto e receptação) e uso de entorpecentes, segundo Gatto Neto.

Um dos trabalhos de maior destaque foi a apreensão de 550 quilos de cocaína com elevado grau de pureza em um ­galpão na Rua Martins Fontes, na Vila Nova, em Cubatão, onde cinco homens foram presos em flagrante no início da tarde de hoje (30).

O entorpecente, conforme apuraram policiais civis de Cubatão, seria remetido ao exterior via Porto de ­Santos.

De acordo com o delegado seccional de Santos, Carlos Topfer Schneider, os cinco presos são da Baixada Santista e três deles já têm antecedentes criminais.

A incumbência dos acusados, conforme o delegado, era cuidar do armazenamento da droga e fazer a individualização dos pacotes. “Estavam preparando e prensando (tijolos) inclusive”, ­disse.

Ao ouvirem os acusados, policiais obtiveram informações de que a droga seria colocada em uma pequena embarcação para depois ser içada em um navio já ­definido.

O flagrante no galpão foi feito por policiais do 2º Distrito Policial de Cubatão (Jardim Casqueiro), que iniciaram a investigação há um mês.

A Reportagem apurou que a polícia, neste primeiro momento, trabalha com a ­hipótese de que a organização criminosa responsável por este carregamento de cocaína não tenha vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das facções que age no Porto de Santos para exportação de cocaína.

Acusado baleado

Criminosos da Favela Pantanal, no Saboó, em Santos, trocaram tiros com policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos durante a operação, na manhã de hoje, e um dos acusados foi baleado no braço. Nenhum policial se feriu.

O ferido e um outro homem foram presos e houve a apreensão de 76 quilos de maconha, bem como de um revólver de calibre .45, de uso restrito.

Mais prisões

A operação também prendeu um motorista de aplicativo e um outro homem acusados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do policial militar Sidney de Souza, de 48 anos. O crime ocorreu em dezembro do ano passado, no Centro de Cubatão, quando a vítima tentou defender um vizinho de roubo. Um terceiro acusado também teve a prisão decretada e está foragido.

O delegado Carlos Henrique Fogolin de Souza, seccional de Itanhaém, divulgou durante a entrevista coletiva que 10 adultos e um adolescente ligados ao tráfico de drogas foram detidos pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes da cidade, que contou com apoio de policiais da seccional e policiais militares.

“(Os acusados) são integrantes de uma facção criminosa”, disse Fogolin.

Seccional de Registro, o delegado Flávio Ruiz Gastaldi, diz que, além do crime organizado, foi combatida, na sua região de atuação, violência no âmbito familiar, com dez prisões, sendo duas em flagrante, em Iguape, e Sete Barras,  e oito por força de mandado de prisão.

O delegado seccional de Jacupiranga, Fernando Carvalho Gregório, disse que o enfoque especial dado naquela região foi de combate ao crime organizado, destacando prisões em Barra do Turvo, Cajati e Cananéia, onde três armas foram ­apreendidas.

Do total de 665 detidos na Baixada e Vale, 188 são por força de mandado, 49 por flagrante, 37 são adolescentes e 391 são acusados de crimes de menor potencial ofensivo, que são liberados após registros de Termos Circunstanciados.

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