Operação ‘3 Terabytes’ desarticula braço do PCC e detém oito na Baixada

Nome da operação é uma referência à quantidade de provas digitais obtidas na investigação, segundo o delegado Bruno Mateo Lázaro

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22 NOV 2019Por Gilmar Alves Jr.20h06
Mais de 22 quilos de maconha foram interceptados em um carro, em ItanhaémFoto: Divulgação/Polícia Civil

A operação “3 Terabytes”, deflagrada nesta sexta-feira (22) pela Polícia Civil, desarticulou um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista e deteve oito pessoas, incluindo dois homens apontados como líderes de um esquema de tráfico de drogas. Mais de 22 quilos de maconha foram interceptados em Itanhaém durante a ação policial, que foi iniciada às 6h, e ocorreu também nas cidades de Praia Grande e Cubatão.

O nome da operação é uma referência à quantidade de provas digitais reunidas nas investigações, segundo o delegado Bruno Mateo Lázaro, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém.

Ele frisa que as provas consumiram três terabytes de memória.

Os dois homens apontados como líderes da ramificação do PCC, ambos de 35 anos, foram presos por volta das 7h em um apartamento de alto padrão na Rua Deputado Laércio Corte, na Vila Caiçara, em Praia Grande.

Os investigadores apreenderam no imóvel cartões bancários, máquina de cartões, celulares e anotações possivelmente relacionadas ao tráfico. Um Chevrolet Agile também foi recolhido no prédio.

Flagrante

O flagrante em que houve a apreensão de 22,2 quilos de maconha ocorreu no bairro Jequitibá, em Itanhaém, e resultou na prisão de três pessoas: um autônomo de 30 anos, morador de Ribeirão Pires (Grande SP), uma mulher de 30 e uma balconista de 20, ambas moradoras de São Paulo.

Os três estavam em um Fiat Argo. A droga, acondicionada em 33 tijolos, estava escondida no porta-malas do veículo.

Os acusados confessaram a venda dos entorpecentes, mas não forneceram informações sobre quem receberia a maconha.