'Não saí da minha residência para matar ninguém'

Rapaz que atropelou mulher no Aeroporto de Congonhas pagou fiança e negou ontem intenção de matar; polícia afirma que ele estava embriagado.

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12 DEZ 201211h04

Após pagar fiança de R$ 12.440 e ser libertado, o assistente técnico Wagner Alves Alvarenga, de 23 anos, afirmou que teve um mal súbito antes de atropelar e matar a cuidadora de idosos Clarice da Costa, de 56, na madrugada de sábado (8), na calçada da área de embarque do Aeroporto de Congonhas. De acordo com a polícia, Wagner estava embriagado e, por esse motivo, perdeu o controle do carro. Ele foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

O atropelamento, registrado pela câmera de segurança do aeroporto, aconteceu às 5h30. Wagner voltava de uma festa de confraternização da empresa em que trabalha quando perdeu o controle do Honda Civic e invadiu a calçada, atingindo Clarice e a filha, Camila Turolla. Clarice, a filha, o genro e o neto pegariam um voo para Florianópolis.

"Não tive a intenção, nunca, de matar ninguém. Não saí da minha residência para matar ninguém. O que aconteceu comigo foi um mal súbito", disse o assistente técnico, ontem, logo depois de assinar um termo de comparecimento no Fórum Mário Magalhães, na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Pelo documento, ele se compromete a comparecer em juízo, quando solicitado, e a não se ausentar da cidade sem autorização. O atropelador passou dois dias e meio na cadeia (foi liberado na segunda-feira, dia 10, às 19h).

Wagner Alves Alvarenga, de 23 anos, pediu perdão à família de dona Clarice, atropelada por ele, e disse ter sido vítima de um mal súbito. (Foto: Daniel Teixeira/ AE)

Wagner Alvarenga afirmou também que não estava embriagado quando atropelou a cuidadora de idosos. "Eu bebi tão pouco, constou no exame que a porcentagem (concentração de álcool) era muito baixa. O que aconteceu comigo foi realmente um mal súbito. Eu apaguei. Eu não tive controle de nada."

Alvarenga afirmou nesta terça-feira (11) que nunca teve problemas na direção. "Minha habilitação não tem nenhuma infração de trânsito, eu sempre dirigi corretamente."

Wagner ainda não entrou em contato com a família de Clarice, mas pretende pedir desculpas. "Peço perdão mais uma vez à família, à dona Clarice, que faleceu, e que não posso trazer de volta. Vou ter que carregar isso para o resto da minha vida. Isso está sendo muito difícil para mim", afirmou.

Além do homicídio doloso, Alvarenga foi indiciado por uma tentativa de homicídio contra a filha da cuidadora de idosos.

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