Mulher recua de acusação por estupro contra o ex e delegado mantém flagrante em Itanhaém

A vítima e o agressor viveram juntos por dez anos, tiveram dois filhos e a cerca de três estavam separados. Em razão disso, a mulher chegou até a mudar seu depoimento

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12 JAN 2021Por Da Reportagem16h30
O caso foi registrado na Delegacia Seccional de ItanhaémFoto: Reprodução Google Maps

Um soldador, de 37 anos, foi preso em flagrante por estupro, mesmo com um recuo de sua ex-mulher sobre fatos, na madrugada desta terça-feira (12), em Itanhaém. A vítima e o agressor viveram juntos por dez anos, tiveram dois filhos e a cerca de três estavam separados. Em razão disso, a mulher chegou até a mudar seu depoimento, alegando que o ex-companheiro é "trabalhador e pai dos seus filhos", mas o delegado do caso manteve a prisão.

Por volta das 3h, a Polícia Militar foi acionada via Copom e chegando ao local do crime, na rua José Marciano de Souza, foram recebidos pelo casal. A vítima explicou aos policiais que viveu união estável com o acusado. Ainda segundo a mulher, eles se separaram há cerca de três anos e o soldador ainda tinha as chaves do imóvel. Ele, inclusive, dormia no local às vezes.

A vítima relata que o ex-marido chegou do trabalho nesta terça-feira (12) e manteve relações sexuais forçadas com ela. Questionado pelos policiais, o acusado confirmou os fatos e "disse que perdeu a cabeça", pois sua ex-esposa teria concordado em ter a relação e desistido na sequência, pedindo para que ele parasse. Os pedidos não foram atendidos pelo homem.

Ambos foram levados à Delegacia Seccional de Itanhaém. Lá, a vítima afirmou ao delegado de plantão que não queria ver o ex-marido preso, pois trata-se de um trabalhador e pai dos filhos dela. Ela afirmou ainda que não houve crime, contrariando o que disse anteriormente aos policiais militares. No entanto, a mesma já havia revelado que o ex-companheiro teria as mantido relações sexuais forçadas na frente de uma filha do casal.

Na fundamentação do delegado Rodrigo Saretta Veríssimo, trata-se de crime de estupro consumado. "A descrição do crime, em suas especificidades, inclusive por ter sido cometido na frente da filha, não nos deixa dúvida do acontecido", escreveu.