Mulher é presa sob suspeita de explorar prostituição de criança e adolescentes em Peruíbe

Uma das meninas tem 9 anos e é filha da vítima, que é garota de programa. A segunda vítima tem 12 anos e teria sido "adotada" pela prostituta. A terceira vítima, de 15, é irmã da suspeita

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27 JUN 2020Por Gilmar Alves Jr.07h30
Ordem de prisão foi decretada a pedido dos delegados da Sede de PeruíbeFoto: Reprodução/Google Maps

Uma prostituta de 28 anos foi presa temporariamente pela Polícia Civil sob a suspeita de explorar a prostituição da própria filha, de 9 anos, de uma menina que de 12 que estava informalmente sob a guarda dela e da própria irmã, de 15, em Peruíbe. O Conselho Tutelar já levou as crianças e a adolescente para um abrigo temporário

A partir de informações de que em um cortiço no bairro Leão Novaes havia prostituição infantil, uma conselheira tutelar para lá deslocou na quinta-feira (25) à tarde e constatou os indícios. No momento da chegada da agente, estavam as duas crianças no local, a avó delas, de 52, e o tio, de 18. Tanto a avó como o tio negaram que havia qualquer prostituição no local. A suspeita estava em São Paulo na tarde de quinta e foi contatada para comparecer à Delegacia Sede de Peruíbe. 

A garota de programa chegou à unidade policial acompanhada da irmã de 15 anos na noite de quinta-feira e os policiais apuraram, em oitivas, a exploração sexual desta adolescente. Diante do que foi apurado, os delegados Marcos Roberto da Silva, titular de Peruíbe, e Arilson Veras Brandão, assistente, representaram ao Poder Judiciário pela prisão temporária da suspeita. A ordem de prisão foi cumprida nesta sexta-feira (26) no cortiço. 

As vítimas foram encaminhadas ainda na quinta-feira para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)  e fizeram exames que são objeto de investigação no inquérito policial. Requisições ao Instituto Médico-Legal (IML) também foram feitas para detecção dos supostos crimes sexuais. Os policiais civis ainda apreenderam os celulares da suspeita e das adolescentes de 15 e 12 anos para perícia do Instituto de Criminalística (IC). 

Sob o comando dos delegados, participaram dos trabalhos que resultaram na prisão o investigador-chefe, Adalberto Eduardo Ribeiro, e os policiais Lomenzo, Roberto, Adriana, Ivana e Pane.